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A soja está na terra. Plantio da cultura iniciou oficialmente no dia 15 de outubro. Área é recorde em Campos Novos

IMG_9475Os períodos chuvosos e de calor intenso tem diminuído significativamente a janela de plantio das culturas de verão na região de Campos Novos e em todo o sul do país, porém, desde o dia 15 de outubro, com o fim do vazio sanitário e liberação para semeadura da soja, os agricultores estão aproveitando e iniciando mais uma safra do grão dourado.

A área de plantio na safra 2015/2016, será recorde, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e profissionais de cooperativas de Campos Novos. A estimativa é de que 57 mil hectares sejam destinados à oleaginosa, tornando assim, a cultura da soja ainda mais difundida e valorizada pelos agricultores. Na safra anterior, a área total foi de 54 mil hectares.

O aumento de área é explicado pela diminuição de áreas das culturas do milho e de feijão. O milho perde espaço devido ao custo alto de produção e baixa valorização no mercado, e isso reflete nos números. Nesta safra, a área plantada com milho é de 7 mil/ha, na anterior foi de 9 mil/ha. Já o feijoeiro teve queda de mil hectares, de 9 para 8 mil/ha, segundo dados do IBGE.

Muito a frente das outras culturas, a soja e sua solidez de produção e com ótima aceitação no mercado, tem proporcionado dinheiro no bolso dos produtores. Porém, neste ano, com os aumentos expressivos do dólar, os insumos para a cultura estão mais caros e aquele produtor que não se planejou e comprou antes da alta da moeda americana, tem sofrido com a calculadora.

O produtor Jhonathan Hartmann, destaca que o aumento de determinados insumos foi de até 30%. “Com a alta do dólar o preço do soja subiu, mas os insumos também subiram e quem comprou insumos antecipadamente, é que pode investir, porque se fosse hoje, não daria para fazer um alto investimento como estamos fazendo”, ressalta.

Nas áreas de propriedade da família, onde o Pai Cláudio Hartmann, Jhonathan e Hermann Hartmann trabalham, os custos de produção da soja são nesta safra são superiores a 10%, em relação à safra passada, com um custo maior do que R$ 3 mil por hectare.

Se o investimento é significativo, há expectativa por uma boa produtividade. “Na safra passada tivemos uma produtividade média de 77 sacos/ha, e neste ano, esperamos manter essa produção, pois não diminuímos o investimento e aumentamos a área de plantio de 340 para 550 hectares de soja”, destacou Jhonathan.

Segundo o produtor, as janelas curtas de plantio e de aplicações necessárias nas culturas de verão podem atrapalhar a vida dos agricultores. “As chuvas tem sido frequentes e precisamos aproveitar os períodos para plantio e semear as áreas. Para pulverização das áreas esse clima também prejudica e já vimos à presença de pragas no milho e no trigo, que também podem prejudicar a soja, como lagartas, percevejos e doenças como a ferrugem, que já foi identificada em muitas áreas do Paraná e Mato Grosso do Sul. O ano exige que o produtor fique atento a isso e faça aplicações necessárias”, ressaltou.

Se a chuva atrapalha no plantio e manejo, a germinação das áreas deve ser satisfatória. “Com boa umidade e calor, o plantio bem feito vai ter uma excelente germinação que é o primeiro passo para bons resultados em produtividade na cultura”.

O investimento em tecnologia de produção e das plantas também merece destaque. Com áreas em que a Agricultura de Precisão está implantada à aproximadamente três anos, os resultados são diferenciados. “Nós vemos a tecnologia como fundamental no processo agrícola e realizamos alguns investimentos, porém, o custo alto de produção desta safra pode frear um pouco isso, falando em AP. Por outro lado, temos sementes com alta genética e precisamos segurar isso para que não se perca esse investimento como foi perdida a tecnologia dos híbridos de milho”, afirmou.

Uma das ações para proteger a tecnologia de sementes é o plantio de refúgio. “O refúgio é fundamental e todo produtor deve fazer para manter a tecnologia”.

Com custo alto e precisando produzir, uma das alternativas é vender parte da produção esperada. As vendas antecipadas já são realizadas por cooperativas da região e garantem um bom preço ao produtor. “O mercado futuro pode ser uma alternativa, até porque o mercado oscila, mas neste momento, precisamos largar a safra no chão, fazer o manejo e esperar uma boa produtividade e excelentes preços”, finalizou Jhonathan Hartmann.

  • Esta reportagem foi publicada na edição impressa do Jornal O Celeiro.
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