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Epilepsia tem cura e tratamento pode ser feito por meio do SUS

Diretora da AMA orienta para encaminhamento via TFD e relata história de Leandro, de 19 anos, que sofre de epilepsia desde o nascimento.

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Leandro Gonçalves Cordeiro

Nesta reportagem você vai conhecer a história de Leandro Gonçalves Cordeiro, autista de 19 anos que frequenta a Associação dos Amigos dos Autistas – AMA de Campos Novos desde 2012. Além do autismo, Leandro sofre de crises epiléticas desde o momento do nascimento, a família relata que ele tem de 20 a 24 crises por dia.

Como já não responde mais às terapias convencionais, está medicado com as mais altas doses de remédios e as crises não são resolvidas, por meio da AMA iniciou-se uma busca por atendimento especializado. Leandro é de Campos Novos, mas atualmente vive com o pai Adão Gonçalves Cordeiro e a mãe Laides Cordeiro no interior do município de Ibiam e foi por meio de um encaminhamento TFD (Tratamento Fora do Município), pela Secretaria Municipal de Saúde daquela cidade que Leandro foi encaminhado para atendimento especializado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto/SP, onde permaneceu por 15 dias.

Ele foi acompanhado da mãe e da diretora da AMA, Vera Otonelli Durli, com todas as despesas pagas. Vera relatou que diante das dificuldades de se conviver com a epilepsia, decidiu tornar de conhecimento público que é possível o encaminhamento pela saúde pública, basta seguir os trâmites adequados.

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Vera Otonelli Durli

“O Leandro está morando no interior de Ibiam, então quem nos auxiliou com o TFD foi a Secretaria de Saúde do Município, nas pessoas da Solange e do Eudes, mas foi a AMA que iniciou todo este processo. Hoje Leandro está com 19 anos e além do autismo ele é diagnosticado com epilepsia de difícil controle. Quando o Dr. Egon neurologista, conheceu ele, fez o encaminhamento para a Doutora Vera Terra, médica de Curitiba, que encaminhou para o HC de Ribeirão Preto, um hospital de alta complexidade que faz até 100 cirurgias por ano para a epilepsia, porque nestes casos mais complexos só existem dois caminhos que são o tratamento medicamentoso ou a cirurgia. No caso do Leandro, o caso é cirúrgico, já fizemos todos os exames pré-cirúrgicos e no ano que vem será feita a cirurgia”, informou a diretora da AMA.

Até este primeiro atendimento, foi um ano e seis meses na fila de espera, período considerado curto por Vera, já que o HC de Ribeiro Preto atende todo o país. Leandro permaneceu por 15 dias em Ribeirão Preto, retornando com a mãe e a diretora da AMA no dia 12 de outubro com todos os exames pré-cirúrgicos realizados, aguardando agora a data da cirurgia. Por meio de exames especializados, foi localizada a área exata do cérebro de Leandro que terá intervenção cirúrgica por causa da epilepsia.

“O que eu queria chamar atenção é que a epilepsia não é pra vida toda, existe tratamento e muitas pessoas não sabem disso, não sabem da existência deste centro em Ribeirão Preto e que o atendimento é feito pelo SUS. Existem os tratamentos particulares, mas a maioria é pelo Sistema Único de Saúde, encaminhamento que inicia pelo município”, alertou Vera.

Saiba mais

A epilepsia é uma doença que afeta o sistema nervoso e tem cura. Se o paciente for diagnosticado precocemente e o médico receitar a medicação mais indicada para ele e este seguir corretamente as suas orientações, as crises poderão cessar.

Uma outra hipótese de tratamento para curar a epilepsia é a realização de uma cirurgia no cérebro, mas esta não é indicada para todos, antes de indicá-la o médico deve observar o paciente minuciosamente.

A cirurgia para a epilepsia só é indicada para os casos em que a crise epilética começa numa pequena área do cérebro, quando já tomou todos os tipos de medicamentos, sem obter o efeito esperado ou quando a área do cérebro que entra em crise pode ser retirada, sem comprometer a saúde do paciente. Cerca de 60% dos casos podem ser tratados com medicação, 30% são considerados de difícil controle e podem ter indicação de cirurgia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, cerca de 50 milhões de pessoas tem epilepsia no mundo. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto realiza de 40 a 50 consultas de epilepsia por dia e 100 cirurgias por ano.

Os principais sintomas de epilepsia incluem convulsões, que são contrações violentas e involuntárias dos músculos e podem levar o indivíduo a ficar se debatendo por alguns segundos até 2 a 3 minutos, ocorrem alterações em todo o cérebro levando à perda de consciência. Também podem surgir sintomas, como cair no chão; contrações descontroladas e involuntárias dos músculos do corpo; rigidez dos músculos, especialmente dos braços, pernas e tórax; salivar muito, chegando a babar; morder a língua e ranger os dentes; incontinência urinária; dificuldade em respirar; pele avermelhada; alterações no cheiro, que pode ser agradável ou muito desagradável; fala imperceptível; agressividade, podendo resistir à ajuda; confusão e falta de atenção; sonolência.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1451 de 20 de outubro de 2016.

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