Aos 20 anos, DJ e Produtor de Campos Novos, Dalton Corrêa Cordeiro, aposta no som autoral eletrônico e já ultrapassou fronteiras com sua música.

Embora a música eletrônica possa ser considerada um fenômeno eminentemente contemporâneo, suas origens remontam no final do século XIX e início do XX. De forma mais exata, podemos destacar o ano de 1857 como o ano de origem da música eletrônica, pois foi nesta data que seu inventor, Edouard Leon Scott, patenteou o fonoautógrafo como primeiro dispositivo capaz de gravar som eletrônico.
Até o inicio de 1960 houve a expansão do sintetizador, assim que este tipo de música começou a ganhar presença em todo mundo. A primeira melodia eletrônica reconhecível por parte de um grande público chegaria três anos mais tarde, em 1963, quando Delia Derbyshire e Ron Grainer criaram o tema musical da conhecida série de televisão “Doctor Who”. Sua proliferação nos últimos anos tem sido influenciada pelos grandes avanços da tecnologia da informação. Pelo fato da internet conectar-se com criadores do mundo todo teve como consequência o fácil acesso aos novos programas de música e sons gravados por outras pessoas.
A música eletrônica tem um papel cada vez mais relevante no mundo da indústria musical, fazendo com que suas referências ganhem o respeito dos criadores em outros campos artísticos fora da música e colaborando com outros setores da música eletrônica tais como a dança, o cinema e o vídeo.
Já a música eletrônica do Brasil conquistou o mundo. A produção desse gênero musical no país cresceu, ganhou fama e arrebatou fãs na Europa e nos EUA. Nas pistas do mundo inteiro, o público se empolga ao som do batidão único, animado e cheio de personalidade do eletrônico brasileiro. Ele virou item de exportação da cultura musical.
Em Campos Novos o jovem Dalton Cordeiro, DJ e Produtor, teve seu primeiro contato com a música eletrônica aos 16 anos de idade, quando passou a animar as tardes de domingo no Clube JBV, de propriedade de seus pais. “De DJ faz um tempinho já que eu atuo, desde os meus 16 anos, meus pais tem um clube, o JBV, onde eles faziam no domingo o som eletrônico. Minha mãe tocava e eu comecei a me interessar tocando uma música ou duas e em pouco tempo animava todos os domingos ao som eletrônico naquele espaço”, contou Dalton.
Com a perspectiva de ampliar a carreira e os conhecimentos Dalton, hoje com 20 anos, foi para Florianópolis aos 18, onde fez curso de produtor. Desde então, tem se revelado no Brasil e no exterior. “Aí voltei pra cá e 99% do meu tempo é dedicado à produção musical eletrônica. Eu tenho tocado bastante em Minas Gerais, Curitiba no Paraná e agora vou tocar no Rio de Janeiro.
Dalton trabalha com um Manager, com a Agência 8Beats e também é proprietário da Empresa Dual Channels. Inspirado por Alok, que figura entre as revelações do cenário nacional da música eletrônica, o estilo de som eletrônico de Dalton Cordeiro é o Bass House e Brazilian Bass, vertentes da house music, surgido em Chicago, nos Estados Unidos, na primeira metade da década de 1980. Para o DJ camponovense, porém, o amor pela música eletrônica é o que melhor define o seu estilo, um som criado para curtir e não ostentar.
E para quem acha que o eletrônico não é um som para se curtir em família, se engana. “Nas festas eletrônicas a gente já viu muito os vovôs da house e também vários DJs que são acompanhados das suas famílias”, afirmou o DJ.
O jovem músico reforça ainda que Santa Catarina é referência em música eletrônica no país, onde estão os melhores clubs do mundo, entre eles, o Green Valley em Camboriu, eleito por várias vezes o melhor club do mundo. Ele cita ainda o El Fortin – Porto Belo e Matahari Super Club de Indaial.
É mais que evidente que a música eletrônica está presente em quase todos os gêneros musicais, sendo o que mais tem vertentes e que mais vem lucrando no mercado sonoro. A música é algo que está em constante mudança e os produtores estão sempre a procura de fazer misturas de gêneros para criar algo novo, diferente. “Eu quero passar uma vibe positiva, algo novo, não quero ser mais um. Meu lançamento de início do ano no SPOTIFY hoje já teve mais de 3 milhões de acessos e atualmente meu perfil tem 106 mil ouvintes mensais. O alcance é mundial, não foi só no Brasil, foi mais pro México, Estados Unidos e até no Japão. Eu já cheguei a ser o terceiro mais ouvido no Brasil na música eletrônica, concluiu Dalton.
Isso mostra que a generalização da música eletrônica vem tomando grandes proporções, que leva a expansão de seu público, produtores, DJs e também o aumento de festivais internacionais exclusivos do gênero. Para conhecer um pouco mais do som de Dalton Cordeiro você pode acessar os canais da imagem acima.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1496 de 14 de Setembro de 2017.


