[slideshow_deploy id='63323']

Moisés defende permanência de pequenos municípios

Para governador, é preciso ‘olhar daqui para frente’ e restringir a criação de novas cidades

Em entrevista à Rede Catarinense de Notícias, o governador do Estado Carlos Moisés da Silva disse que é preciso “olhar para frente” na questão da proposta de extinção de municípios do governo federal. Ele reconhece que o processo é politicamente muito difícil, mas apoia a adoção de critérios mais rígidos para a criação de novas cidades.

“Minha posição é de que você frustra o munícipe quando o município existe e está articulado politicamente, está organizado e tem história”, disse. “A grande pergunta que nós fazemos hoje é: por que esses municípios são municípios?”, afirmou.

Em Santa Catarina, 105 municípios estão abaixo da linha dos cinco mil habitantes. Desses, 55 estão na faixa até 3 mil. Os outros 50 se enquadram na faixa entre 3 mil e 5 mil habitantes. Essas cidades representam mais de um terço do total de municípios do Estado.

“Esse município que hoje tem 5 mil habitantes daqui a 10 anos pode ser que tenha mais de 10 mil habitantes. Eu não vejo razoabilidade em nós retroagirmos agora”, disse.

Moisés assume que a extinção é uma medida extrema, com muita resistência. “O governo [federal] propôs a fusão, mas quem sabe ele não consiga isso. Quem saiba ele consiga estancar a criação de novos municípios. E aí, a médio e longo prazo, nós vamos ter um resultado”, afirmou.

Para estabelecer uma nova cidade, é preciso que ele comprove autonomia financeira, defende. “A criação de novos municípios deve ser restringida ao máximo. Ele teria que comprovar sua arrecadação, seu gasto público. Tem que ser superavitário em tudo. E mesmo assim, entregar bom serviço. Se essa conta fechar, e tiver mais de cinco mil habitantes, então pode ser um município”.

Resistência

Outras autoridades do Estado também se manifestaram contrárias à medida. Para o presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, houve um exagero de emancipações nos anos 90, mas a fusão é uma tarefa difícil na legislação atual, que prevê plebiscito e aprovação nas duas Câmaras de Vereadores.

“Eu não acredito que aqueles municípios que tiveram a sua emancipação vão ter respaldo da população para voltarem ao estágio inicial, a reincorporar ao município-mãe. Acho que vai ter muita dificuldade legislativa e de manifestação da população”, disse.

O presidente da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, deputado Jerry Comper (MDB), vai na mesma linha. “Não é por esse caminho [de fusão]. É essa renda que fica a maior fatia em Brasília que está errada”, disse.

“Nós temos que procurar fazer o melhor para esses pequenos municípios, não abandonar eles. Por que nós vamos abandonar? Só dá valor para o grande, e para o pequeno, nós vamos deixar abandonado? Não vamos dar bola?”, disse.

spot_img

Mais lidas na semana

Governo anuncia chamamento de cerca de 600 profissionais da Saúde

Com a autorização do governador Jorginho Mello, a Secretaria...

Sol e tardes quentes marcam o fim de semana e o feriado de Tiradentes

Manhãs começam mais frias, mas temperaturas sobem ao longo...

Hospital lança Edital de Chamamento de Entidades para Conselho Diretor e Curador

O Hospital Dr. José Athanázio, lançou nesta semana o...

Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações  de carnes no 1º trimestre de 2026

Santa Catarina registrou desempenho recorde nas exportações de carnes...

Campos Novos disponibiliza Implanon gratuito na rede municipal de saúde

Implante tem duração de até 3 anos, garantindo mais...

Notícias relacionadas

Campos Novos
nuvens quebradas
23.1 ° C
23.1 °
23.1 °
59 %
2.9kmh
83 %
sex
25 °
sáb
25 °
dom
28 °
seg
28 °
ter
22 °

Categorias Populares