OMS nomeia doença provocada pelo novo coronavirus de Covid -19.
Há cerca de dois meses se espalhou a notícia internacional de que mais um vírus estaria deixando vitimas na China, na cidade de Wuhan. Logo uma legião de pessoas estava em pânico porque em pouco tempo o vírus já estava em outras cidades e em outros países. Nesta terça-feira (11) a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu que a doença respiratória provocada por este novo vírus será chamada de Covid-19. Na China mais de mil pessoas morreram com a doença. O vírus já chegou a outros países, cerca de 43 mil casos foram confirmados em cerca de 30 países. Até o momento ainda não foi confirmado nenhum caso no Brasil, mas a probabilidade é de que o vírus chegue ao país, devido sua capacidade de circulação. Mas já há motivos para preocupação? Em conversa com o médico Clomar Milani ele reforçou a importância dos cuidados, mas adiantou que não há motivos para pânico. Alguns meios de comunicação acabam fazendo um grande espetáculo e trazendo notícias sensacionalistas que mais atrapalham do que ajudam as pessoas a entender o surto, então neste momento é vital conhecer os riscos e um pouco mais sobre esse vírus que é novidade até mesmo para a classe médica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia o Coronavirus compõe uma grande família de vírus que causam desde um resfriado comum ate síndromes respiratórias graves. O novo Coronavirus trata-se de uma nova variante do coronavirus denominada 2019-nCov. Este novo vírus foi identificado através de investigação epidemiológica e laboratorial, após notificação de uma serie de casos de pneumonia de causa desconhecida a partir do dia 31 de dezembro de 2019. Por ser um vírus recente ainda estão sendo realizadas pesquisas para saber sua origem de fato e para entender seu funcionamento. O que se sabe é que é possível a transmissão de animais para humanos, e entre humanos pelo ar, por meio de tosse, espirro, pelo toque ou aperto de mãos ou em contato com objetos e superfícies contaminadas. O médico Clomar Milani diz que não há como impedir o vírus de entrar no território, mas que também não há motivos para medo. Para ele o melhor é se preparar e se prevenir contra a doença que é bem similar a gripe, mas para confirmar é preciso exame laboratorial.
Apesar de não haver casos confirmados, apenas suspeitos, muitos brasileiros voltaram de terras chinesas para o Brasil acionando o sinal de alerta e a possibilidade de que em breve o vírus também se apresente aqui. Recentemente foram repatriados 34 brasileiros que estavam em Wuhan, mas seguem em quarentena, apesar de ainda não apresentarem os sintomas. Porém, mesmo quem tem o vírus nem sempre irá apresentar os sintomas, mas poderá ser um possível transmissor, por isso os cuidados devem ser tomados. “Quando a pessoa entra em contato com o vírus os sintomas podem levar de 10 a 14 dias para surgirem. Ainda não se sabe se o vírus é transmitido quando a pessoa está com sintomas ou quando o vírus esta em período de incubação. É possível que aconteça a transmissão mesmo sem saber que a pessoa tem o vírus. Quem está com o sistema imunológico forte pode ser atingido pelo vírus, mas não apresentar sintomas, ou desenvolver sintomas leves, mas não desenvolver a doença. Porém, essas pessoas podem servir como vetores do vírus e atingir quem está com o sistema imunológico baixo e que poderá apresentar a doença de forma acentuada”, explicou Dr. Clomar.
A Vigilância Sanitária tem tido o cuidado com casos que apresentam infecção respiratória. Essas pessoas ficam em quarentena para realização do exame. Desde que a notícia se espalhou na mídia, surgiram pessoas que apresentam sintomas similares, mas muitas deles foram descartados. O Ministério da Saúde esta acompanhando os casos e apresentando relatórios atualizando a situação no país, principalmente após a entrada de pessoas que estiveram nos locais em que a doença já chegou. Com atitudes preventivas é possível minimizar os riscos de ser infectado, é o que diz Dr. Clomar. “As pessoas devem ficar atentas, mas não precisam entrar em pânico. Provavelmente vamos ter casos no Brasil, mas aplicando medidas de prevenção será possível evitar não apenas esse vírus, mas também outras doenças”, declarou.
Como reduzir o risco de Infecção pelo novo CoronaVirus
• Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas
• Lavar freqüentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente.
• Usar lenço descartável para higiene nasal.
• Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, após isso higienizar as mãos.
• Evitar tocas nas mucosas dos olhos.
• Não compartilhar objetos pessoais, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
• Manter os ambientes bem ventilados
• Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes.
Cuidado com as FAKE NEWS
Para aumentar ainda mais o medo das pessoas, algumas redes de comunicação apresentam informações mentirosas sobre o novo coronavirus. As famosas Fake News são divulgadas, principalmente através das redes sociais. Não acredite tudo que lê, confirme a procedência da notícia e investigue em sites confiáveis, como o do Ministério da Saúde. O MS emitiu alguns informes que esclarecem notícias que circularam nas redes, fiquem atentos a elas:
• O Coronavirus é semelhante ao vírus HIV e é possível que tenha sido criado em laboratório: Falso. Não há nenhum registro científico que indique que há inserções semelhantes ao vírus HIV no novo coronavírus e muito menos que o vírus foi criado em laboratório.
• A vacina contra o Coronavirus já foi criada: Falso. Ainda não há nenhuma vacina que combata o vírus.
• Chás e remédios imunológicos: Falso. Não há nenhuma receita ou medicamente especifico que ajude na proteção das pessoas.


