
Platinosomose atinosomose felina é uma enfermidade causada por um verme que se instala no organismo dos gatos, afetando principalmente as funções do fígado. A doença pode causar lesões de vesícula, fígado, pâncreas, intestino e pulmões. O gato perde o apetite, vomita, tem diarreia e fica apático, sonolento. A doença pode ser tratada com vermífugo, na maioria dos casos, mas para os quadros mais graves, apenas antibióticos.
Uma simples lagartixa pode causar muitos problemas para seu gato. A platinosomose felina é de difícil diagnóstico e, em casos mais graves, pode levar o animal à morte.
Gatos portadores da platinosomose felina podem não apresentar nenhuma alteração clínica, como também poderão ter disfunções hepáticas graves, como colestase, colangiohepatite (inflamação das vias biliares e do fígado) e cirrose.
O estilo de vida do gato influencia na prevalência da infecção: em animais de vida livre é de 42%, em gatos confinados é de 7,1% e semiconfinados é de 28,6%.
O ciclo de vida do parasita passa por hospedeiros como caracóis, besouros, sapos ou lagartixas. Estes são os transmissores potenciais para os gatos. O gato, ao caçar e ingerir estes animais, acaba adquirindo os parasitas.
A fonte principal de transmissão para os gatos é a lagartixa, que está espalhada em todos os lugares de clima tropical. Os sintomas são proporcionais à infestação. Podem ocorrer diarreias, falta de apetite, perda de peso, desidratação e vômitos.
Nos casos que exista interferência no fluxo da bílis, poderá ser percebido à icterícia, aumento do volume do fígado, anemia, inchaço e dor no abdômen e aumento da vesícula biliar.
Prevenir a infestação na tentativa de manter a saúde do gato é um desafio. Manter o gato distante de pequenos hospedeiros, principalmente lagartixas, é essencial.
Por: Alexandra Niec
Médica Vetetinária
RMV/SC 5056
Veterinária da
Clínica Bicho Mania
*Coluna Cuidados com Pets’ publicada no jornal “O Celeiro”, edição 1616 de 05 de março de 2020.


