Quais exames estão disponíveis para a população e qual o mais confiável? Biomédica conta as opções.
Que a pandemia da Covid-19 abalou o mundo isso ninguém tem dúvida, agora os questionamentos quanto à doença são muitíssimos, principalmente em relação a cura e tratamento. Por ser uma doença nova, muitos detalhes da sua fisiopatologia são desconhecidos. Enquanto essas respostas não surgem, o que temos hoje é a chance de ter o diagnóstico da doença para desta forma os médicos atuarem com base nos sintomas. Para o diagnóstico mais preciso é fundamental a aplicação dos exames para a detecção da doença, e para isso foram feitas novas atualizações nos protocolos e avanços nas condutas e tratamento dos pacientes. Hoje o mercado apresenta variações nos tipos de exames, desde sua tecnologia para análise, metodologia aplicada e tipo de coleta.

A biomédica Cristiane Gavazzoni Di Domenico sócia proprietária do laboratório Gavazzoni, relata as opções que surgiram para a detecção da Covid-19. O primeiro exame a surgir no mercado foi o RT-PCR, que utiliza a tecnologia molecular. “O exame detecta o RNA do vírus na amostra clínica e é indicado principalmente em casos agudos, em pacientes que já estão com sintomas. A detecção eventualmente pode ocorrer já a partir do 3º dia de contágio, mas a sensibilidade aumenta bastante a partir do início dos sintomas e pode se prolongar até em torno de 14 dias da infecção. A coleta é feita por meio de swab de oro e nasofaringe, devendo ser realizada por pessoal devidamente treinado, para evitar o risco de ocorrência de resultados falsos negativos”, iniciou.
Temos disponíveis também os exames chamados “sorológicos” que detectam a presença dos anticorpos anti SARS-CoV-2 na circulação, e podem ser realizados por diferentes tecnologias incluindo ELISA, Quimioluminescência (CLIA), Eletroquimioluminescência (ECLIA), dentre outras. “Os exames conhecidos como “testes rápidos” também realizam a detecção dos anticorpos, mas em geral empregam o método de Imunocromatografia. Todos os exames que avaliam a presença de anticorpos são classificados como exames indiretos, já que fazem a detecção da resposta imune ao vírus, e não da presença do vírus no organismo. A presença do vírus é feita pelo teste de PCR descrito anteriormente”, relata.
Recente no mercado há o exame Ig Total que permite a detecção dos anticorpos totais (incluindo IgM e IgG) no soro. “Quando realizado pelo método de eletroquimioluminescência (ECLIA) emprega a técnica de duplo antígeno, mostrando elevada especificidade (em torno de 99,8%) deste modo diminuindo muito o risco de resultados falsos positivos como aqueles causados por anticorpos dirigidos a outros coronavírus e outros vírus respiratórios causadores de gripe comum. Em relação à sensibilidade, pode chegar a 100% quando a amostra for obtida a partir do 15º dia de início dos sintomas”, explica. Além deste também chegou recentemente no mercado o teste para pesquisa de Antígenos, feito durante a fase de sintomas (fase aguda), capaz de detectar a infecção no início. Este teste é realizado entre 3 a 7 dias de sintomas, através de um swab (cotonete) colocado no nariz, com resultado sedo entregue em duas horas.
A população ainda não tem uma resposta sobre a cura da doença, mas já tem a disposição variadas formas de detecção para promover um diagnóstico precoce possibilitando um tratamento antes do agravamento da doença. Com todos esses exames disponíveis no mercado temos o resultado preciso e rápido. A pessoa com suspeita de Covid 19 deve procurar um profissional da saúde, explicar seus sintomas, se teve algum contato próximo com uma pessoa com Covid, para saber qual exame seria o ideal para ela”, recomenda Cristiane. A equipe do laboratório Gavazzoni está preparada para a realização desses exames. Mais informações no local ou pelo telefone 3541 2979 e whats app 98407 0732.
TRANSMISSÃO
A COVID-19 é transmitida basicamente de pessoa a pessoa através de gotículas produzidas nas vias respiratórias das pessoas infectadas. Essas gotículas, quando lançadas no ambiente por meio da tosse, espirros ou secreções, infecta indivíduos próximos. A incubação do vírus dura em média de 5 a 6 dias, podendo se estender de 1 a 14 dias, alguns estudos também indicam a contaminação no estágio de incubação, mesmo que a pessoa ainda não apresente os sintomas, assim como, no estágio final, onde já exista uma evolução do quadro da doença.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1640 de 0 de agosto de 2020.


