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Mudança no clima pode trazer alívio a agricultura

Chuvas voltam a se apresentar na região. Meteorologista diz que a previsão para o trimestre é de mais chuvas

Logo, logo o verão se apresentará oficialmente para nós. O clima, desde que a primavera começou foi de muito calor, com pouquíssimas, chuvas, um cenário que se repetiu desde o final de 2019 causando uma estiagem severa e, claro, muitos prejuízos aos produtores. Porém, com a aproximação da estação mais quente do ano, surgiram nos últimos dias as tão esperadas chuvas que minimizaram as perdas e deram um alívio aos produtores que voltaram com os plantios. Durante a última semana, em Campos Novos, choveu cerca de 60 mililitros, amenizando a situação. A expectativa pra o trimestre também é boa conforme o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri). O meteorologista Clovis Correa, afirmou que com a chagada do verão há mudança no clima devido a características atmosféricas mais tropicais. “Essa situação favorece que tenhamos mais possibilidade de chuvas, embora ainda continue a Lã Nina na região. A principio a previsão é que volte a chover um pouco mais em dezembro, janeiro e fevereiro.  Se continuar dentro deste patamar é provável que tenhamos uma queda na estiagem, mas ainda temos que aguardar. O calor deve ficar normal para esta época do ano. Temos possibilidades de um ano de La nina, que  influencia diretamente, principalmente com a nebulosidade e possibilidade de chuva, isso ameniza as temperaturas”.

A segunda quinzena de dezembro é mais chuvosa em relação à primeira. Em dezembro a média mensal será de 130 a 150 mm no Meio Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, de 150 a 190 mm no Oeste, Planalto Norte, Litoral Norte e Grande Florianópolis. Em janeiro e fevereiro a média a mensal será de 150 a 190 mm do Oeste ao Planalto e no litoral Sul, com média chegando a 200 e 230 mm na Grande Florianópolis e Litoral Norte. Segundo boletim emitido pela Epagri/Ciram, boa parte da chuva do trimestre está associada à convecção devido ao calor da tarde e noite, em forma de pancadas passageiras, típicas de verão. Já a chuva mais significativa normalmente ocorre devido à passagem de frentes frias pelo litoral. Por sua vez, os episódios de chuva mais intensa estão associados a influência dos Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM), sobretudo no Oeste e Meio Oeste.

Com a chegada do verão, marcada para o dia 21 de dezembro, a previsão é de temperatura próxima a média climatológica em SC, calor típico da estação. Em dezembro ainda podem ocorrer episódios isolados com temperatura mais baixa na madrugada e amanhecer, com geada fraca e isolada nas áreas altas do Planalto Sul. No verão é frequente a incidência de temporais com granizo e ventania no território catarinense, por vezes com acumulados significativos de chuva em curto intervalo de tempo. Por isso, elas recomendam o acompanhamento diário das informações e dos boletins disponibilizados no site desse centro de pesquisa.

Situação Resolvida?

A expectativa é boa e anima os produtores que já não viam a hora da estiagem dar uma trégua, mas será que a situação da estiagem já esta resolvida? O 14º Boletim Hidrometeorológico divulgado nesta semana pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente (SEMA), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), apontou que a situação da estiagem teve uma melhora comparada aos dois meses anteriores. O quadro é justificado pelo volume de chuva significativo na última quinzena de novembro. Porém, a precipitação foi registrada de maneira bastante irregular no Estado, ou seja, alto volume em poucos dias. Diante desse cenário, a situação de estiagem ainda é considerada grave.

Na análise da situação do abastecimento público, dos 295 municípios catarinenses, 136 permanecem em condição de normalidade; 77 em estado de atenção; 29 em alerta e 20 em estado crítico frente à estiagem. Inclusive Campos Novos decretou situação de emergência, e aguarda finalização da documentação para que o estado reconheça. O diretor de Recursos Hídricos e Saneamento, Leonardo Ferreira, reforça que agora é hora da colaboração de todos. “As projeções mostram a estiagem prolongada no Estado. O uso da água deve ser priorizado para usos essenciais. De um lado, temos a redução drástica nos mananciais de abastecimento e, do outro, aumento da demanda do uso deste bem, devido à chegada da estação mais quente do ano. Precisamos economizar”, enfatiza.

A previsão para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro é de retorno da chuva para Santa Catarina. São esperados volumes aproximados ou acima da média para o período, em especial no litoral catarinense. No entanto, diante da condição hidrológica dos cursos d’água permanecendo com deficit hídrico, é possível indicar a permanência da estiagem prolongada no Estado. Com ausência de uma maior distribuição e volume de chuvas, pode aumentar o número de municípios em estado de atenção, alerta e crítico.

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