A expectativa pela imunização contra a Covid-19 é grande. Prefeitos catarinenses se mobilizam para alertar Governo Estadual e Federal na busca de alternativas para vacinar a população.
Reino Unido, Estados Unidos e Canadá são algumas das nações que já iniciaram a vacinação contra a Covid-19. Quanto mais os brasileiros ouvem as notícias sobre o assunto, mais ansiosos ficam para que a imunização seja iniciada aqui. A expectativa é de que com a vacinação a rotina volte ao normal. Apenas com uma vacina eficaz as pessoas poderão decretar o fim da pandemia e viver com mais tranqüilidade. Porém, até o momento não temos nada certo no Brasil, temos apenas um impasse entre Governo Federal e o Estado de São Paulo que já anunciou o inicio da vacina para o dia 25 de janeiro de 2021.
Para buscar alternativas de vacinação para Santa Catarina, representantes da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) foram a São Paulo, na última segunda-feira (9), para assinar um protocolo de intenção de compra da vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã. O prefeito de Abdon Batista e presidente da Associação de Municípios do Planalto Sul, Lucimar Salmória, esteve presente na ocasião e ao retornar a região conversou com a imprensa. Mas já adiantou que não há data para o início da vacinação no Estado.
Sobre a visita ao instituto ele relatou: “Estamos buscando nesse momento uma solução eficiente na preservação da vida. Integramos a comitiva da Fecam, que esteve no Instituto Butantã para conhecer e assinar o protocolo de intenções visando possivelmente a aquisição da Coronavac. A vacina só será utilizada, após a aprovação dos órgãos de controle e de vigilância do Brasil. Vemos hoje informações desencontradas que não refletem a verdade. Fomos buscar uma resposta da ciência para agir com segurança. Ouvimos quem está trabalhando diretamente na produção da vacina para ter informações concretas”, declarou.
As vacinas foram compradas? Quando serão iniciadas? O que significa a assinatura do protocolo de intenção? Segundo Lucimar este protocolo permitirá que em breve, se aprovada, os municípios tenham acesso a vacina. “Após a vacina ser homologada, passar por todas as fases e enfim a aprovada, caso o Governo Federal ou o Governo do Estado não façam a vacinações, então os municípios, dentro de suas condições, e mediante a eficácia da vacina, possam ter a possibilidade de compra. Também no caso de não haver uma imunização em massa do Governo Estadual ou Federal, os municípios catarinenses possam imunizar toda a população”, explicou.
Além de conhecer a Coronavac, Lucimar ressalta que esta ação é uma forma de sensibilizar os governos atuais. “Essa viagem foi a forma de mobilizar os governos do estado e federal. Não queremos entrar na seara da disputa política. Não defendemos nem Vacina A nem B, o que fizemos nesta viagem foi buscar alternativa da única vacina que está sendo fabricada no Brasil e por um instituto de credibilidade”, afirmou.
União, estado e municípios estão envolvidos na procura para uma vacina eficaz. Mas de quem é decisão final? “A competência para a imunização das pessoas inicialmente é da União, mas se o Estado tiver condições ele pode ser parceiro. Não há ilegalidades se o município tiver condições de fazer a imunização dos seus munícipes. Por isso estamos tendo este protagonismo de fazer essa sacudida para que vejam que muitas vidas se foram. Não podemos esperar mais. Estamos chamando a atenção da sociedade e dos governantes de que algo precisa ser feito. Devemos buscar alternativas. Estamos nos antecipando a todas as possibilidades que possam surgir. Queremos o mais breve possível ter uma vacina para imunizar a população e voltar a normalidade da vida”, respondeu Lucimar.
Campos Novos já fez aquisições de insumos para Vacinação da Covid-19
Na última coletiva realizada pela secretária de saúde, Mayara Serena, ela falou sobre o interesse do município em promover a imunização aos camponovenes. “Na questão da vacinação nós seguimos a conduta recomendada. Queremos vacinar todas as pessoas, e veremos a viabilidade. Somos parceiros na questão da assinatura de intenções, mas precisamos estar alinhados com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. O Conselho de Secretários também solicita que o MS avalie essa situação”, declarou. Apesar de não haver nada concreto em relação a decisão da vacina, Mayara conta que o município já adquiriu alguns insumos. “Já fizemos algumas aquisições de seringa e agulhas. A parte de conservação dessas vacinas exige um cuidado rigoroso, por isso estamos verificando a questão do acondicionamento dessas vacinas. Vamos seguir a rotina do que será estabelecido.
O vice prefeito, Gilmar Marco Pereira, acrescentou a necessidade de aguardar a autorização dos órgãos competentes. “Tudo é muito novo. Precisamos da autorização da Anvisa, o município não pode comprar se não houver esta autorização. Todos querem a vacina, mas temos que ter o cuidado para saber se elas seguirão todos os protocolos de saúde. Ela tem que ter a segurança dos órgãos competentes. Este trâmite de município, através da Fecam, é para verificar as informações possíveis”, declarou.
*Reportagem, publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1657 de 17 de dezembro de 2020.


