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Poder SC – 025 – Guerra e paz

Com o retorno do Legislativo federal e estadual na próxima semana, estão previstas também as eleições para a presidência dos parlamentos. Haverá votação na Assembleia Legislativa de SC (Alesc), na Câmara dos Deputados e no Senado. As sessões estão marcadas para segunda-feira (1º), mas as coincidências param aqui. Diferentemente de Brasília, a votação em Santa Catarina é aberta e nominal, e já tem acordo para a eleição de Mauro de Nadal (MDB) e outros membros da Mesa Diretora. Lá, a votação é secreta e ambos os lados esperam traição às orientações dos partidos. A disputa ocorre entre Arthur Lira (PP/AL) e Baleia Rossi (MDB/SP) na Câmara, e entre Simone Tebet (MDB/MS) e Rodrigo Pacheco (DEM/MG) no Senado. Boa parte das negociações está acontecendo “no varejo”, o que afasta a fidelidade partidária. Grande parcela dos parlamentares alega indecisão para não revelar voto.

MÁQUINA NA MÃO

Aliados de Baleia Rossi alegam que o governo Jair Bolsonaro está utilizando a máquina federal para pressionar pela eleição de seu candidato favorito, Arthur Lira. Citam que estão em jogo cargos e indicações, e possíveis retaliações a quem não seguir a ordem. Lira conta votos para conquistar a presidência ainda no primeiro turno e, para isso, são necessários 257 votos. Pelo lado de Rossi, a expectativa é de que a votação vá para o segundo turno, quando o emedebista ganharia força entre os cerca de 50 votos que hoje não apoiam nenhum dos dois.

– EM SC o clima é de tranquilidade. Com o ingresso de Eron Giordani e Altair Silva (PP) no governo do Estado, e possibilidade de ingresso do MDB, Carlos Moisés fortalece a base de apoio. A eleição da Fecam, em janeiro, foi um primeiro sinal. Moisés foi elogiado por políticos presentes e retribuiu os afagos. Na eleição passada, ele sequer compareceu.

– ALIADOS de Rossi e Lira fazem as contas sobre os parlamentares catarinenses. Ambos confiantes na vitória citam que os candidatos podem chegar a nove ou dez votos. A conta não fecha: Santa Catarina tem 16 deputados federais. Como o voto é secreto, nem será possível tirar a prova real lá na frente.

– JÁ NO Senado, o Palácio do Planalto deve ter minoria de votos em Santa Catarina, apesar da fama de Estado bolsonarista. Pacheco, o candidato preferido, tem apoio de Jorginho Mello (PL), vice-líder do governo. Esperidião Amin (PP) e Dário Berger (MDB) declararam voto em Tebet.

*’Coluna Poder SC’, publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1661 de 28 de janeiro de 2021.

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