Segundo mês do ano se divide entre o roxo e laranja para reforçar a conscientização e prevenção das doenças em destaque.
Nunca a saúde foi tão importante quanto é hoje, e para ajudar as pessoas a relembrar os riscos de algumas doenças, as campanhas de saúde mensais tem tido bastante efeito. Desta vez o roxo, que simboliza a luta e o alerta do Mal de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia, e o laranja, que alerta para a leucemia, serão as cores protagonistas de fevereiro. Conhecer sobre as doenças e seus sintomas é um meio de promover a prevenção e o diagnóstico precoce. Por representar um leque enorme de enfermidades, vamos abordar resumidamente as quatro. Apesar de se tratar de doenças diferentes, todas elas acabam gerando preconceito. Por meio da informação e campanhas, a classe médica visa promover o conhecimento e acabar com o preconceito.
Fevereiro Laranja: Alerta para o combate a Leucemia
Recentemente tem reprisado uma novela em canal aberto que aborda uma personagem com leucemia. Coincidência ou não, a mesma está no auge da doença logo no mês dedicado a ela. O caso repercutiu tanto no passado quanto atualmente por tocar num tema tão importante. A leucemia é um câncer maligno que afeta os glóbulos brancos, caracterizando-se pelo acúmulo de células doentes na medula óssea. Existem mais de12 tipos de leucemias.
As estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimaram 10.810 novos casos em 2020. É lamentável ver o número de pessoas padecendo devido a leucemia.
O Ministério da Saúde fala sobre como acontece o adoecimento das células. “A medula óssea é o local de fabricação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas. Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa. Essa célula anormal não funciona de forma adequada, multiplica-se mais rápido e morre menos do que as células normais. Dessa forma, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas.
Devido a diminuição dos glóbulos vermelhos o paciente pode apresentar anemia, cujos sintomas incluem: fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros. A redução dos glóbulos brancos provoca baixa da imunidade, deixando o organismo mais sujeito a infecções muitas vezes graves ou recorrentes. O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações. Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central (SNC), podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação. No caso de suspeita, o melhor a fazer é procurar um médico, único profissional que poderá indicar os exames diagnósticos e o tratamento adequado ao paciente. Com os avanços na medicina é possível tratar e superar a doença.
Fevereiro Roxo: Combate ao Mal de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia
As três doenças ainda não têm cura, mas é possível tratar e proporcionar qualidade de vida aos pacientes. Conheça um pouco mais.
- Mal de Alzheimer: é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas idosas. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Como consequência, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato. A doença de Alzheimer costuma evoluir de forma lenta. Os sintomas devem ser observados, podendo ser: falta de memória para acontecimentos recentes; repetição da mesma pergunta várias vezes; dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas; dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais; irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento. Como não há cura, o tratamento oferecido visa retardar a evolução e preservar por mais tempo possível as funções intelectuais. Os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é iniciado nas fases mais precoces.
- Lúpus: é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, em que o próprio organismo ataca órgãos e tecidos. São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Como já informado, entre os sintomas podem surgir lesões de pele, dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos; inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração); inflamação no rim; diminuição de glóbulos vermelhos, entre outros. Tanto o diagnostico quanto o tratamento devem ser indicados pelo médico, principalmente por se tratar de um tratamento individualizado, visando o controle da doença.
- Fibromialgia: Dor muscular generalizada, esta é a principal característica desta doença que atinge pessoas de diversas idades. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia ela é acompanhada de mais sintomas, como sono não reparador (sono que não restaura a pessoa) e cansaço. Pode haver também distúrbios do humor como ansiedade e depressão, e muitos pacientes queixam-se de alterações da concentração e de memória.
O principal tratamento recomendado é não-medicamentoso, como, por exemplo, exercício aeróbico. Além disso, é importante entender sobre a doença e alguns casos de terapia psicológica pode ser útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica no dia a dia. As medicações são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição do paciente com fibromialgia, para permitir a prática de exercícios físicos. Outros remédios como relaxantes musculares, antidepressivos e analgésicos podem ser usados para alívio de sintomas diversos, mas apenas os médicos podem prescrever o medicamento adequado.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1663 de 11 de Fevereiro de 2021.


