O AVC, também conhecido como ‘derrame’, pode ser de dois tipos: isquêmico e hemorrágico. É fundamental reconhecer os sintomas rapidamente para reduzir os riscos.
Era final da tarde quando V.P., de 65 anos, começou a sentir dormência e logo já não sentia os movimentos e demostrava um raciocínio confuso. Assustada, a família o levou as pressas ao hospital para entender o que se passava, afinal ele estava tão bem dias atras. Após alguns exames o diagnóstico foi dado: AVC Isquêmico. Em fase de recuperação, V.P. ainda tem dificuldades para andar e falar. Você provavelmente já ouviu falar em AVC, mas sabe de fato do que se trata, como reconhecer sintomas, quais os fatores de risco e como preveni-los? É importante entender este tema porque essa fatalidade pode ceifar vidas ou deixar sequelas permanentes.
AVC é a sigla para, ‘Acidente Vascular Cerebral’, acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares a cada ano, 17 milhões de pessoas tem um AVC no mundo, 6,5 milhões morrem, sendo uma das principais causas de morte no mundo. A situação é tão grave que foi estabelecido o dia mundial de combate e Conscientização contra o AVC. Quanto mais rápido o diagnóstico e tratamento, maiores serão as chances de recuperação completa. Existem dois tipos, o AVC Isquêmico e o AVC Hemorrágico.
Como reconhecer os sintomas? É preciso ter cuidado, pois os sintomas podem ser confundidos e até ignorados no início, por isso é importante logo procurar ajuda médica. Os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; e dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente. O Ministério da Saúde alerta sobre a importância de ligar imediatamente para os serviços de emergência, pois a rapidez no atendimento pode salvar a vida do paciente e aumenta as chances de recuperação.
Qual a diferença de um AVC Isquêmico e de um AVC Hemorrágico? O Ministério da Saúde esclarece: “O AVC Isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos. O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico”.
Quais as causas que levam ao acidente cerebral? São muitos os fatores que aumentam a probabilidade de um AVC, entre eles podemos citar pessoas com Hipertensão; Diabetes tipo 2; Colesterol alto; Sobrepeso; Obesidade; Tabagismo; Uso excessivo de álcool; Idade avançada; Sedentarismo; Uso de drogas ilícitas; Histórico familiar e ser do sexo masculino. No caso do acidente hemorrágico, uma das principais causas é a pressão alta não controlada ou a ruptura de um aneurisma. Mas outros fatores também podem ser desencadeantes, como distúrbios coagulação do sangue; Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro; Arritmias cardíacas; Doenças das válvulas cardíacas; Defeitos cardíacos congênitos; Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose; Insuficiência cardíaca e Infarto agudo do miocárdio.
Como vimos, muitos fatores podem aumentar a possibilidade de uma pessoa ter um AVC, e alguns deles podem ser evitados. Através de comportamentos preventivos é possível obter qualidade de vida e evitar ainda outras doenças. Diferente de circunstâncias que não podem ser modificadas, algumas atitudes dependem apenas de cada um. São elas: Não fumar; não consumir álcool; não fazer uso de drogas ilícitas; manter alimentação saudável; manter o peso ideal; beber bastante água; praticar atividades físicas regularmente; manter a pressão sob controle e manutenção da glicose sob controle.
A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC e de outras doenças. A população, em especial os que estão em situação vulnerável, como homens e pessoas mais idosas, devem buscar um estilo de vida saudável para que não se ponham em risco. Exercícios físicos aliado a uma alimentação regrada deveria ser regra na vida de toda a população brasileira.
Infelizmente alguns que sofreram o acidente vascular cerebral acabam convivendo com as sequelas do problema e precisam fazer tratamento durante muito tempo. Portanto, cuidem-se. Fiquem atentos e fujam dos riscos. Qualquer sintoma deve ser encarado com seriedade e o paciente deve ser encaminhado imediatamente ao médico. Apenas um profissional de saúde poderá indicar os exames, informar o diagnostico e prescrever os tratamentos de forma correta.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1668 de 18 de março de 2021.



