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Poder SC – 030 – Pandemia é Crise

Depois de passar boa parte de 2020 sendo contestado por decisões unilaterais e consideradas exageradas no combate à pandemia, o governo do Estado entra novamente em rota de colisão com autoridades e outros poderes do Estado. Os decretos que determinam restrições nas madrugadas e finais de semana foram considerados fracos por instituições de controle e gestores da saúde. Inclusive pela própria Secretaria de Estado da Saúde. O pano de fundo das novas regras tem um dedo da Alesc – como na continuidade das escolas, por exemplo – e um dedo do próprio governador Carlos Moisés, que quer dividir com os prefeitos os dividendos políticos do fechamento da economia. Está claro dentro do Centro Administrativo que ele não terá mais tolerância para a batata quente jogada pelos prefeitos, especialmente se vier das grandes cidades, como Blumenau, Florianópolis e Jaraguá do Sul.

QUEDA DE BRAÇO

Para remediar a situação, o governador reuniu-se nesta semana (foto) com membros do Ministério Público, Defensoria, Tribunal de Contas, entre outros, para provar que as medidas do Executivo são eficientes. O grupo havia recomendado restrições mais rígidas, em um documento extrajudicial. As medidas de Moisés têm respaldo no Parlamento e no setor produtivo, pelo menos por enquanto. De qualquer forma, o avanço da pandemia, aliado à alta ocupação de leitos de UTI, é sinônimo de crise. Para todos os lados haverá pedra no caminho.

– PING PONG Na mesma semana em que o deputado Ivan Naatz (PL), autoproclamado líder de oposição, bradou contra a falta de planejamento estadual, a deputada Paulinha (PDT), ex-líder de governo, sugeriu que as associações de municípios criassem comitês estratégicos de combate à pandemia. É um empurra-empurra de responsabilidade.

– A JUSTIÇA Federal negou pedido de Julio Garcia (PSD) para ver os filhos, isso porque eles também são investigados pelo MPF na Operação Alcatraz. Garcia, que foi escalado pelo bloco parlamentar para três comissões da Alesc, segue afastado.

– NA ALESC, nomes ligados ao ex-presidente da Casa estão sendo exonerados, apesar de um acordo antigo para manutenção de algumas diretorias. A saída é patrocinada por adversários de Garcia que aproveitam seu momento de fragilidade.

*Coluna ‘Poder SC’, publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1666 de 04 de março de 2021.

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