“Estou à beira da loucura!” O excesso de tarefas e o estresse do dia a dia já te fez pensar que você não iria dar conta? Que atire a primeira pedra aquele que, pelo menos uma vez, nunca sentiu vontade de chutar o balde e largar tudo? Se alguém já passou por isso, sabe também que logo esse desejo passa e a vida segue adiante. Cada um vai se equilibrando entre os extremos da vida.
Quem imaginaria que o surgimento da pandemia iria levar as pessoas ainda mais ao limite? Preocupação, ansiedade, medo, aflição, angústia deixaram os nervos a flor da pele, mas o pior é que dessa vez não teria para onde correr. Não dava para fugir. As pessoas se enclausuraram em casa e ali se depararam com os familiares e com o espelho. Este momento de olhar para si foi desafiador.
Chorar ou sorrir? Se desesperar ou aguentar forte? Ter fé ou perder a esperança? Gritar ou silenciar? Destruir relações ou torna-las mais fortes? No limite entre a lucidez e loucura encontrou-se a oportunidade de melhorar. Apesar de todas as dificuldades é possível encontrar sentido e razão para continuar e para ser feliz. Esta linha tênue entre a loucura e a razão pode ser contornada. Nem sempre é fácil, mas é possível com força de vontade e ajuda.
Finalizamos o mês de setembro reforçando a importância de cuidar da saúde mental. Que as pessoas entendam que felicidade e alegria não são uma constante da vida. A vida provavelmente será uma montanha russa de emoções e vamos ouvir muito mais não do que sim. Vamos sorrir, gargalhar, ganhar, receber excelentes notícias. Mas também vamos sofrer, perder, receber péssimas notícias. Nem sempre as coisas sairão como queremos, mas a vida não acabar por isso. Indecentemente do que se passa, entre a loucura e lucidez, sempre será possível encontrar o equilíbrio para viver em paz.
Por: Priscila Nascimento, Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1696 de 30 de setembro de 2021.


