Chocante, cruel, bárbaro, desumano, inaceitável, lamentável. Como entender tamanha maldade? Como sentir prazer na dor de um animal? A notícia que é capa do jornal O Celeiro dessa semana ganhou destaque também no estado. O povo campovense se orgulha quando o município é notícia por fatos positivos, mas desta vez foi diferente. Os fatos apresentam uma triste história que queremos apagar da memória.
A população ficou abalada e foi afetada por este acontecimento. Quem não se choca com um fato desse? Assim como todo a comunidade ficou estarrecida, a família deve ter sido ainda mais afetada. A dor deles é ainda maior. A revolta e indignação imediata nos leva ao julgamento extremo que reflete em quem nem sempre tem culpa. Que possamos demonstrar empatia com essas pessoas. E se isso acontecesse com um membro de sua família, como você se sentiria se você fosse acusado e julgado? Que tenhamos a humanidade que tanto cobramos dos outros!
Além disso, é preciso avaliar todo o contexto. O que atormentava esse rapaz, e o que o levou a atitude tão deplorável? Como ele chegou a esse extremo de maldade? Em que ambiente ele viveu na infância? Há diversos fatores que desconhecemos. Não há desculpas. Atitudes como essas jamais devem ser aprovadas, e a justiça deve ser feita. Porém, é preciso entender que a medida da sua régua nem sempre tem a mesma medida do que é considerado justo.
O que este caso provoca em você? Apenas raiva, ódio, amargura, e sentimentos ruins, ou te toca profundamente a ponto de te fazer amar e cuidar ainda mais dos animais? Não há necessidade de alimentar e perpetuar o ódio, a real necessidade é triplicar o amor, o carinho e compromisso com o bem. Que este ocorrido nos faça refletir sobre o amor, a empatia, o respeito e o valor da vida, seja a de animais ou de seres humanos.
Por: Priscila Nascimento, Jornalista
*Editorial, publicado no Jornal ‘O Celeiro’, Edição 1722 de 31 de março de 2022.


