Ousadia da minha parte escrever um texto com as respostas para um problema tão amplo, tão profundo e tão complexo? Acredite, eu tenho essa resposta!
Primeiramente é preciso contextualizar.
Os comportamentos humanos, suas ações e reações, são formatados na infância. Desde que nasce, até aproximadamente 12 anos, a criança está num processo de entender como o mundo funciona. Assim, tudo o que vê, ouve e sente, é insumo para construir sua identidade e suas reações diante dos fatos da vida futura.
A forma como cada criança interpreta e incorpora tais informações, ainda é uma incógnita para a ciência, porque crianças que vivem em situação de violência, podem ser violentas ou amáveis na fase adulta. Uma entendeu que a violência era a realidade e outra que lutaria contra aquela realidade.
Fato é, que sentimentos produzem marcas na mente dos seres humanos e constroem comportamentos que se revelam na adolescência ou na fase adulta. Vejamos algumas situações:
- No Mato Grosso, (25/04/23): “Dona de berçário é presa por maus-tratos e tortura após passar fezes em crianças”;
- Em São Paulo (25/04/22): “Presa dona de creche em que crianças eram amarradas com lençol”;
- Em São Paulo (24/04/23): “Polícia investiga professora suspeita de estuprar aluno de 3 anos em escola”;
- Em Santa Catarina (23/04/23): “Padrasto é flagrado por esposa estuprando enteada de 7 anos”
Poderíamos encher mil páginas com notícias dessa natureza, mas não é o objetivo. A análise aqui é outra. Ao passar por situações dessa natureza, a criança “instala um programa” dentro de si, cresce com a marca da dor e no futuro, algumas usam a dor para ajudar outras crianças a não passar por isso, outras, a usam para se vingar.
Abusadores, matadores, vingadores que voltam à escola para “cobrar a dívida da vida”, além da punição, precisam de tratamento.
Policiar a porta da escola e instalar detectores de metais são medidas imediatas e paliativas que podem minimizar o risco, mas certamente não vão resolver o problema porque os abusadores, algumas vezes, já estão dentro das casas e das escolas (conforme notícias acima).
Necessário e urgente, é melhorar as pessoas, treinar professores, qualificar pais e oferecer um mundo melhor para nossas crianças e uma base sólida para que possam construir comportamentos humanizados e adequados para a convivência com os outros.
Treinar é caro? Experimente não treinar!
Os verdadeiros culpados? Sim, são os comportamentos humanos e aqueles que contribuíram para a construção desses comportamentos!
Por: Magna Regina
Coach Empresarial, Empreendedora
Presidente do Instituto Humaniza
Contato: (54) 9977-2062
*Coluna ‘Comportamento Humano’, publicada no Jornal O Celeiro, Edição, 1779 de 18 de maio de 2023.


