Saiba você, que quando alguém se permite a fazer algo diferente, incomum ou inusitado, essa pessoa vai sofrer críticas e julgamentos. Isso é fato. A maioria das vezes, inclusive, estas críticas vão partir de pessoas acomodadas que não tiram o bumbum do sofá por nada deste mundo.
Neste momento, é preciso ser resiliente e estar muito bem preparado psicologicamente para não se abalar, pois essa é a real intenção de quem profere os comentários maldosos: inibir os próximos atos de alguém que tem atitude e faz aquilo que ela não faz.
Dito isso, nesta semana tive a satisfação de conversar com Evandro Galiotto, um dos integrantes da Tropeada da Fé, assunto que é capa desta edição do nosso jornal. E numa conversa franca e amigável, ouvi relatos carregados de muita fé e emoção de alguém que por uma graça alcançada, resolveu pagar uma promessa, de uma maneira audaciosa e sem precedentes.
Não se tem informações de outros cavalarianos que saíram de Campos Novos e chegaram à Aparecida do Norte, no estado de São Paulo. Isso demonstra muito a devoção do grupo que durante longos trinta dias, percorreu cerca de 1300 quilômetros até chegar ao destino: o Santuário Nacional de Aparecida.
Na preparação para este grande desafio, Evandro conta que recebeu alguns “nãos” de pessoas próximas, porém todo o carinho e amizade que recebeu ao longo da jornada, de desconhecidos, diga-se de passagem, foram infinitamente superiores e representativos em comparação a qualquer negativa recebida.
Este paradoxo, nos faz refletir, e ao mesmo tempo que o ser humano nos desmotiva, nos dá esperança. Por que muitas vezes a ajuda que buscamos vem de um desconhecido? Por que as pessoas têm dificuldade de estender a mão para alguém do seu próprio convívio?
Além da emoção de cumprir a promessa e voltar para casa em segurança, com essa experiência, Evandro e o grupo voltaram da expedição muito mais evoluídos espiritualmente. A fé na Santa Padroeira do Brasil se fortificou ainda mais e as vivenciadas no caminho o tornaram seres humanos melhores, mais empáticos e altruístas, prontos para retribuir o carinho e espalhar o bem para as outras pessoas.
Por: Orli Ricardo – Jornalista
*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1787 de 13 de Julho de 2023.


