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Dengue, números de casos no estado são preocupantes

Já são 2.052 casos prováveis em 79 municípios, e uma morte confirmada de um homem de 57 anos por complicações causadas pela doença em Joinville.

O primeiro relatório do número de casos de dengue divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive), entre o período de 31 de dezembro de 2023 a 15 de janeiro desse ano de 2024 registrou um aumento de 105,2% a mais que no mesmo intervalo de tempo do ano passado.

O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. Os sintomas da dengue são: febre, cefaleia, mialgias, artralgias, dor retro-orbital. Podem ocorrer, também, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em algumas pessoas, a doença pode evoluir para formas graves, apresentando manifestações hemorrágicas.

Chuva e calor são a combinação perfeita para a disseminação do mosquito.

O que antes parecia ser uma doença “distante” da nossa realidade, hoje está cada vez mais presente, no ano passado, mais de 70 focos do mosquito foram encontrados em Campos Novos.

As altas temperaturas têm sido registradas com frequência nos últimos anos em nossa região, o que facilita a reprodução do mosquito. De acordo com dados até 2022, no Sul a incidência de casos de dengue não era expressiva, com a maioria dos casos ficando nas regiões Norte e Nordeste, mas com todas as alterações no clima que estamos contemplando essa realidade mudou.

Podemos observar o caos climático enfrentado em 2023, causado pelo fenômeno climático El Niño. Ele aquece as águas do oceano Pacífico e, com isso, altera a circulação de ventos e as temperaturas. Isso tudo resultou em um grande volume de chuvas seguido por grandes ondas de calor, sem contar com todos as outras alterações causadas com o aquecimento global, elevando a temperatura do Planeta todos os anos.

O que nos trás o alerta de que, além de todos os cuidados básicos que vemos diariamente serem informados para evitar a proliferação do mosquito, devemos também cuidar da natureza, fazermos a nossa contribuição com o meio ambiente, pois todas as severas alterações climáticas que estamos presenciando tem nos trazido graves consequências e se não fazermos a nossa parte, a tendência é piorar.

Por: Lilian de Lima Ferreira, Jornalista

*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1712 de 25 de Janeiro de 2024.

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