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Veterinário de Campos Novos visita Nova Zelândia e Austrália

Profissional viajou em busca de inovações para a pecuária da região.

Durante o mês de abril, o médico veterinário de Campos Novos, Márcio Francescatto, participou de uma viagem técnica à Nova Zelândia e à Austrália. Proprietário da Araucária Consultoria Veterinária, empresa com sede no município, ele integrou um grupo formado por 18 profissionais do setor agropecuário, entre produtores e técnicos de diferentes regiões do Brasil.

Atuando há 15 anos em Campos Novos e região, é proprietário da Araucária Consultoria Veterinária, empresa que presta serviços especializados a cerca de 25 propriedades voltadas à produção de leite e carne. Com ampla experiência nas áreas de reprodução, clínica e sanidade animal, seu trabalho inclui diagnóstico de gestação por ultrassonografia, inseminação artificial em tempo fixo (IATF), transferência de embriões, organização de escalas de partos, treinamento de funcionários, acompanhamento sanitário e realização de exames obrigatórios.

Márcio foi o único representante de Campos Novos na comitiva, que contou ainda com participantes de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Maranhão. O objetivo da viagem foi conhecer de perto as tecnologias utilizadas na bovinocultura de leite e de corte em dois países reconhecidos mundialmente pela excelência no setor.

A iniciativa contou com o incentivo de produtores de Campos Novos e região atendidos por Márcio em seu trabalho de consultoria. A primeira etapa foi na Nova Zelândia, país que, apesar da menor produtividade em grãos, destaca-se pela eficiência no uso de pastagens. Lá, o grupo visitou propriedades dedicadas à produção de leite, gado de corte e também à ovinocultura.

O clima semelhante ao da região de Campos Novos reforça a possibilidade de adaptação das práticas observadas, como a gestão rigorosa das pastagens, a adubação com base em análise de solo e o uso controlado de água armazenada para irrigação. Um dos destaques foi o programa genético adotado na Nova Zelândia. O cruzamento conhecido como Kiwi-Cross, entre as raças Jersey e Holandesa, visa à produção de leite com alto teor de sólidos, como gordura e proteína, apresentando resultados expressivos. Embora essas raças sejam comuns no Brasil, a estratégia de cruzamento é bastante diferente da praticada aqui.

Na segunda etapa, na Austrália, a comitiva conheceu mais sobre a pecuária de corte, predominante no país, além de propriedades leiteiras e universidades voltadas ao desenvolvimento rural. Raças como Brahman e Brangus são amplamente utilizadas, também presentes em diversas regiões brasileiras.

Chama atenção a organização produtiva voltada ao mercado externo, com programas de melhoramento genético incentivados pelo governo e uma estrutura sanitária robusta. O sistema de rastreabilidade animal, por exemplo, cobre 100% do rebanho.

Comparando com a realidade brasileira, Márcio observa que, embora o país esteja em um bom nível genético, ainda há espaço para evoluir em organização e estrutura. Enquanto na Austrália a produção é segmentada entre consumo interno e exportação, no Brasil, segundo ele, ainda falta clareza sobre o destino da produção. A exigência de qualidade, no entanto, é crescente, independentemente do tamanho da propriedade.

Com as novas ideias e práticas observadas no exterior, ele acredita que poderá contribuir ainda mais para a organização e rentabilidade dos produtores da região.

Durante a viagem, o grupo também visitou universidades nos dois países, com destaque para projetos voltados diretamente às necessidades do campo. Na Nova Zelândia, duas instituições abriram as portas para os brasileiros. Na Austrália, foram três visitas com foco em soluções práticas para agricultores e pecuaristas.

Além do conteúdo técnico, a presença de um guia brasileiro que já havia vivido nos dois países facilitou o entendimento de expressões regionais e do contexto cultural.

Ao retornar, Márcio trouxe na bagagem não apenas conhecimento, mas também inspiração. Para ele, a organização e o foco estratégico observados fora do Brasil devem servir de exemplo. Com gestão eficiente, metas bem definidas e incentivo à exportação, acredita que o país poderá alcançar um novo patamar de excelência na pecuária.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1879 de 22 de maio de 2025.

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