O tomate vai muito além de um ingrediente versátil na cozinha: ele é uma das principais fontes de licopeno, um carotenoide com forte ação antioxidante que vem sendo estudado há décadas por seus potenciais efeitos anticâncer e cardioprotetores, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein.
Licopeno e a prevenção de doenças
Pesquisas apontam que o consumo regular de licopeno, presente no tomate e em derivados como molhos e extratos, está associado à redução do risco de tumores, especialmente de mama e próstata. O mecanismo envolve a neutralização de radicais livres, moléculas que causam danos celulares e podem favorecer o surgimento de doenças crônicas.
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Além da atuação contra o câncer, estudos também sugerem que o licopeno auxilia na proteção do sistema cardiovascular, ajudando a preservar a parede das artérias e reduzindo a probabilidade de aterosclerose.
O papel do cozimento
Diferente de outros nutrientes que perdem força quando aquecidos, o licopeno é melhor absorvido após o cozimento do tomate. Isso ocorre porque o calor rompe estruturas que liberam a substância, e a combinação com azeite de oliva aumenta a biodisponibilidade, ou seja, a capacidade de absorção pelo organismo.
Outras fontes de licopeno e carotenoides
Embora o tomate seja a principal referência, frutas como melancia, goiaba, pitanga e vegetais como pimentão e mamão também fornecem licopeno. Ele integra a família dos carotenoides, pigmentos que dão cor vibrante a frutas e hortaliças e exercem papel protetor tanto nas plantas quanto no organismo humano.
Outros carotenoides importantes incluem:
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Betacaroteno e alfacaroteno: precursores da vitamina A, presentes em cenoura, abóbora e acerola.
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Criptoxantina: também ligada à produção de vitamina A, encontrada em pêssego, nectarina e nêspera.
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Luteína e zeaxantina: atuam na saúde ocular, auxiliando na prevenção da degeneração macular, com fontes como couve, milho e maracujá.
Estilo de vida conta mais que um nutriente isolado
Especialistas reforçam que o consumo de licopeno é benéfico, mas não deve ser visto como solução isolada. A redução do risco de câncer e de doenças cardíacas depende de fatores combinados, como alimentação equilibrada, prática de atividade física, ausência de tabagismo e controle do estresse.
Fonte: Einstein Hospital Israelita


