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Terreno e implantação do Aeroporto em Campos Novos, volta à pauta da Câmara

Na Sessão Ordinária desta terça-feira (03), o assunto da Implantação de um Aeroporto em Campos Novos, voltou a pauta do Legislativo, muito devido a polêmica após a fala do Governador Jorginho Mello, durante visita em Campos Novos, para o Show Tecnológico Copercampos.

O primeiro a se manifestar foi o vereador Evandro Galiotto, que iniciou seu pronunciamento comentando que após o assunto ser retomado buscou saber mais sobre o projeto.

Galiotto protocolou um Requerimento para esclarecimentos:

Requerimento Nº 8/2026 – Solicito, por meio deste, que seja encaminhada a esta Casa Legislativa informações detalhadas acerca da situação do aeroporto municipal, especialmente no que se refere à venda do terreno conforme a Lei nº  2.956, de 27 de junho 2005.

  • Requer-se, ainda, que sejam prestados esclarecimentos sobre o destino dos recursos provenientes da referida venda.
  • Solicito informações se houve aplicação de parte desse dinheiro da venda?
  • Caso parte dos recursos provenientes da venda do terreno já tenha sido aplicada:
  • Qual valor foi aplicado? E qual a data da aplicação?
  • Qual o valor atualizado dessa aplicação?

Evandro comentou que há uma Lei que foi sancionada em 27/06/2005, nº 2956, que aprova a venda do terreno que havia no município para construção do aeroporto.

Na Lei o terreno contempla 585 mil metros quadrados, ou seja 58.5 hectares, sendo avaliado por 11 mil reais o hectare, gerando o valor de 643 mil e 500 reais.

Diante disso o vereador comentou que houve uma emenda que chamou atenção, onde reservava-se o valor recebido, de 150 mil metros quadrados, para compra de um futuro terreno.

Galiotto comentou que se foi cumprido esta Lei, teria se guardado na época o valor para comprar 15 hectares, equivalente aos 150 mil metros quadrados, mas comentou que acredita que não houve essa compra.

Diante disso o vereador colocou no requerimento e quer saber: Onde foi colocado o valor do terreno, em que data foi aplicado o dinheiro e a atualização dos valores.

O vereador comentou que a venda não foi pensada na época e qua atitude foi imatura, destacando que o dinheiro foi usado para pagar contas da prefeitura.

“Os vereadores e o prefeito, não venderam o terreno, venderam o progresso de Campos Novos”, disse. Se não tivesse sido vendido, hoje muitos vôos estariam passando em Campos Novos, complementou.

DESTAQUE

O vereador destacou que o governador sabia que Campos Novos, tinha o terreno, mas havia vendido, e por isso recomendou  a desapropriação.

“Votações de 20 anos atrás estão voltando a causar consequências nos dias atuais. Precisamos do artoporto e precisamos reparar esse erro”.

Evandro comentou que na atualidade o mesmo local está avaliado em 200 mil reais, sendo vendido na época por 11 mil e que hoje o terreno valeria 12 milhões de reais, que se fosse aplicado, atualmente o valor de 643 mil, se teria aproximadamente 2 Milhões, e se o mesmo tivesse sido arrendado para produtores de soja, só de arrendo o município teria recebido 2 Milhões e 200 mil reais em recurso, tendo o terreno para construir.

MANIFESTAÇÕES

O vereador Rogério Cordeiro que estava na votação da aprovação da venda em 2005 se manifestou comentando que o voto é um direito, e que se na época foi melhor, fazer isso, tem a consciência tranquila.

O vereador Jair Varela comentou que a venda foi prejuízo, sem contar o avanço de investimentos em Campos Novos. “Se não dava para fazer o aeroporto, não tivessem vendido o terreno. Olhe Correia Pinto, uma cidade pequena, mas que investe e fomenta o movimento. Isso, a venda foi um retrocesso”.

O vereador Piratuba também comentou o assunto. “O prefeito Zancanaro, votou à favor da venda na época, e foi prefeito de Campos Novos, indo a reeleição dizendo que não tinha vendido o terreno, e votou em 2005, apoiando”.

Piratuba destacou que conversou com o Secretário de Portos e Aeroportos, e que foi feito um estudo no governo Zancanaro para retomada do projeto e viabilidade, mas que o estudo confirmou que a área não era mais viável na atualidade (por ser transormado em bairro). Piratuba até comentou que havia interesse de Zancanaro em adquirir o terreno novamente.

O vereador destacou que o estado quer fazer um Aeroporto Regional, e que Campos Novos seria ideal, pois os municípios mais próximos não são viáveis para ampliação neste nível. O município seria o melhor em logística, e foi confirmado que se Campos Novos tiver terreno, o estado investe em toda estrutura por que é interesse do governo, além de ser o melhor lugar do sul do Brasil para pousar aviões.

O terreno teria que contemplar de 2.500m a 3.000 m.

O vereador Robson Mollon confirmou que esteve com Pedroso, na secretaria do setor, ele mencionou que há três áreas em estudo no município, e que o projeto está sendo retomado.

Mollon comentou que foi bem recebido, na secretaria, e foi discutido a ferrovia e o aeroporto. “Certamente na época também não foi pensado na escolha do terreno, não foi feito estudo, e a área não era viável. O terreno não tinha 1/3 do tamanho necessário e também seria muito caro, fazer toda terraplanagem no local, sendo valores exorbitantes. A fala foi que se o município tivesse o terreno ainda, não seria possível se fazer lá o aeroporto”, destacou.

Mollon disse que na atualidade, é necessário 1 Milhão e meio de metros quadrados para se construir um aeroporto. Ele mencionou que é uma necessidade, e que a compra de um terreno seria uma solução e que o passado, já passou, que várias coisas aconteceram depois do fato na época.

“O município está fazendo levantamentos e quem entende, é que vai dizer onde será o local ideal”. O vereador solicitará o Levantamento realizado para ter mais informações do assunto.

HISTÓRIA

Em maio de 2018 o Jornal O Celeiro realizou uma reportagem sobre o assunto. Em contato com a administração da época, (Governo Zancanaro), foi levantado que a prefeitura teria, recursos no valor de R$ 325 mil em uma conta bancária, deixados pela administração passada (Nelson Cruz), da venda da área de quase 60 hectares que em 2018 estaria avaliada em R$ 5 milhões.

Conforme registros do Jornal O Celeiro, a compra da área localizada aos fundos da Caixa D’Água, foi concretizada em fevereiro de 1999, após quase um ano de trabalho da Comissão Pró Construção do Aeroporto formada por lideranças representativas da comunidade e presidida por João Carlos Di Domenico (Paco).

Naquela data, a aquisição foi viabilizada por meio de um termo de compromisso de compra e venda e pagamento da primeira parcela. O terreno custou R$ 120 mil, sendo que em 12 de fevereiro de 1999 foi pago o montante de 50%.

Dos R$ 60 mil pagos naquela data, R$ 45 mil foram arrecadados da antecipação de tributos pagos à prefeitura pelas empresas Copercampos, Indústria de Máquinas Bruno, Coocam, Gerwal, Iguaçú Celulose e Papel, Sindicato do Comércio Varejista, Lojas Zortéa e Estrutural Zortéa. Os R$ 60 mil restantes foram pagos em outras duas parcelas, em julho de 1999 e janeiro de 2000.

Em maio de 2005, a Administração do PMDB encaminhou à Câmara de Vereadores, projeto de lei que autorizava a administração municipal a leiloar o terreno do aeroporto adquirido em 1999.

Na época a avaliação indicava que a área era de R$ 643.500,00, o prefeito Nelson Cruz, ao anunciar a intenção em vender argumentou que os recursos seriam aplicados em projetos sociais e na geração de empregos.

Em 28 de fevereiro de 2007, a prefeitura concretizou a venda, por meio de leilão, de duas das quatro áreas que integravam o terreno do aeroporto e conforme a lei aprovada na Câmara se estabelecia reserva de dinheiro para compra de outro terreno com aprovação do DAC e Infraero, já que emenda do legislativo determinava que 15 hectares deveriam ser destinados à construção de um aeródromo.

O projeto considerava a geografia e o clima ideais em Campos Novos, recordando que o projeto na época tinha estudo de viabilidade do Departamento de Aviação Civil (DAC).

“Tudo aprovado no DAC, foi o prefeito Athos de Almeida Lopes que pediu este projeto, que depois não foi viabilizado por incompetência pública, dos gestores públicos, que acharam melhor fazer estrada e comprar máquinas. O planejamento deste projeto passava pelo acerto com a Enercan (Campos Novos Energia S.A.), para ser a compensação da Enercan”.

DESTAQUE

Na reportagem de 2018, o Secretário Municipal de Planejamento e Coordenação Vilmar Ferrão, informou que a administração possuia apenas informações deixadas pela administração passada, um projeto de maio de 2012, onde consta uma área para aquisição, porém, segundo o secretário, não se sabia se havia interesse em adquirir ou se existia uma negociação.

Além disso, existia os R$ 325 mil numa conta bancária, oriundo do leilão do terreno que era do município. “O que sabemos é que existia um terreno do município, que foi vendido e daquele valor comercializado tem R$ 325 reais numa conta bancária, é o que temos conhecimento”.

O Secretário Ferrão disse que no momento (2018), não havia projetos da Administração que envolviam a intenção de retomar o projeto de construção de um aeroporto, em função de outras demandas e necessidades do município.

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