Evento foi realizado na tarde de quarta-feira, 26, promovido pelo Núcleo de Psicologia da Acircan.
Com o intuito de promover a prevenção ao suicídio na adolescência, o Núcleo de Psicologia da Acircan – NUPSY, promoveu na quarta-feira, 26 de abril, às 16hs no auditório da Associação Empresarial Camponovense, Painel direcionado a profissionais da educação, saúde e assistência social de Campos Novos e demais municípios da Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina – AMPLASC.
O painel foi mediado pela psicóloga Daniela Reis Dadalto e as discussões foram coordenadas pelas psicólogas Flavia Darold do NUPSY e Luana Lorenzini, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS de Campos Novos. O núcleo de Psicologia de Campos Novos teve como objetivo reunir a rede de atendimento a adolescentes para discutir sobre a temática Prevenção do suicídio na adolescência, assunto que ganhou as redes sociais com o advento do jogo da Baleia Azul.
Durante o evento, foi considerado que uma das primeiras medidas preventivas está vinculada à educação, pois é necessário derrubar tabus e falar sobre o assunto, debater, informar e fomentar as campanhas de prevenção, bem como, reforçar valores como fraternidade, harmonia, respeito, elementos, que entre outros, preparam as crianças e adolescentes para enfrentar dificuldades, valorizando a vida. “Então o nosso principal objetivo é tornar estes profissionais multiplicadores destas informações. Temos que prestar atenção nos nossos adolescentes e também saber como abordar este assunto. Como abordar o tema suicídio é a intenção das orientações repassadas. Vamos diminuir estre preconceito, quebrando este tabu, falando, explicando, colocando em diversos ambientes de trabalho que envolve adolescentes. Falar de prevenção é a nossa questão do momento, nós temos que falar sobre isso”, afirmou a coordenadora do NUPSY, psicóloga Flavia Darold.
A prevenção do comportamento suicida deve ainda, ter como aliado, a família. É preciso perder o medo de se aproximar das pessoas que fazem tentativas de suicídio. O Painel chamou atenção para as formas de aproximação, de como oferecer ajuda, o que pode ser feito para auxiliar, dando abertura para o diálogo.
O suicídio não apenas está entre as dez principais causas de morte, como também está entre as duas ou três causas mais frequentes de morte para o grupo de adolescentes e adultos jovens. A adolescência e a juventude são fases em que o indivíduo define sua ocupação, sua profissão, escolhe seu parceiro para viver.
De acordo com informações repassadas no evento, cerca de seis a dez pessoas são afetadas quando acontece um suicídio de uma pessoa próxima. Além do sofrimento do próprio adolescente que buscou a morte, há uma série de sentimentos de culpa, vergonha, tristeza, raiva dos familiares mais próximos e até dos amigos mais próximos, impactando inclusive na sala de aula que esse jovem frequentava. Dessa forma, o número de envolvidos pode ser bem maior que seis ou dez pessoas.
Dados do Painel informam também que 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil, são 10 a 25 milhões de tentativas de suicídios no mundo. O suicídio mata mais jovens do que o HIV e na faixa etária entre 15 a 29 anos é a segunda causa/morte, atrás apenas das mortes causadas por acidentes de trânsito. A cada 45 minutos um brasileiro é vítima de suicídio, que atinge mais meninos e homens, porém meninas e mulheres lideram as estatísticas das tentativas de suicídio.
Embora no mundo a média de suicídios tenha estabilizado, no Brasil vem numa crescente, principalmente entre adolescentes. E um dado de fundamental importância: 90% dos suicídios podem ser evitados, daí a justificativa para se trabalhar na prevenção.
A psicóloga Luana Lorenzini chamou atenção durante o painel para fatores de risco, como depressão, envolvimento com álcool e drogas, isolamento, bullying, falta de amigos, baixa autoestima e a padronização de comportamento, como por exemplo, de beleza, entre outros. Para Luana, a responsabilidade deve ser compartilhada, devendo-se promover ações de valorização à vida, a fim de prevenir e reduzir as estatísticas em relação aos suicídios.
O assunto é sério e deve sim ser abordado. É preciso informar para prevenir.


