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Uma luta de todos

O dia 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma das faces da violência infanto-juvenil. Essa data foi escolhida em homenagem a uma menina: Araceli, de oito anos, vítima de estupro e depois assassinada por jovens de classe média em 1973, na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Até hoje, os culpados do crime permanecem impunes.

Em todo o país o dia 18 de Maio é marcado por diversas atividades de sensibilização da população para que denunciem estas práticas. Uma realidade próxima de todos, mas que é negligenciada, tanto pela família das vítimas, como pela sociedade, que se omitem e não denunciam. É preciso romper com a omissão e com o pacto de silêncio que encobre estas situações.

O abuso e a exploração sexual devem ser combatidos por meio de ações públicas e sociais de garantia de direitos básicos e acesso a serviços fundamentais, de condições dignas de vida e de envolvimento em situações que promovam o desenvolvimento social. Deve ser uma prática rejeitada por toda a sociedade.

Não há como ficar indiferente quando se trata de uma situação de violência sexual contra crianças e adolescentes. A denúncia é um importante instrumento de intervenção da sociedade no sentido de coibir a prática do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. O reconhecimento de situações de violência é importante para que se possa dar o encaminhamento adequado, tanto para quem sofreu à violência como para quem a praticou.

Não se deixe enganar. A violência contra crianças e adolescentes está presente em todas as partes do mundo, em diversas classes e culturas. As meninas são as maiores vítimas. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

Segundo dados do Disque 100, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, no Brasil, 47 crianças por dia são vítimas de abuso, exploração ou turismo sexual. Os números, porém, são subestimados, já que contabilizam apenas as denúncias registradas.

Em Campos Novos a peça teatral produzida e apresentada na Biblioteca Pública Municipal, trouxe como temática: “Não roube minha infância”, retratando exatamente o que representa este tipo de violência praticada. Mais do que uma infância roubada, as consequências psicológicas ficam para a vida toda.

Não se cale!

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe

*Editorial publicado na edição 1479 de 18 de Maio de 2017.

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