Grupo incentiva a preservação ambiental e a não extinção do Papagaio-charão e o papagaio de peito roxo
A Associação Amigos do Meio Ambiente (Ama) em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF), ambas do Rio Grande do Sul, realiza trabalho de preservação do meio ambiente em Campos Novos e entorno. Há mais de 10 anos o grupo realiza um trabalho itinerante de monitoramento nas áreas em que vivem os papagaios charão e os papagaios de peito roxo. Periodicamente eles vêm a região para acompanhar a reprodução e saída dos filhotes do ninho.
A associação, atuante há 26 anos, tem se preocupado com essas duas espécies porque ambas estão ameaçadas de extinção devido às condições ambientais que são provocadas pela predação natural e também pela ação destrutiva humana. Essas aves precisam de locais adequados na natureza para alimentação e reprodução. Com as condições desfavoráveis, como a escassez de árvores velhas, os papagaios tem espaço reduzido para aumentar e estabelecer seu ciclo produtivo. Por falta de conhecimento alguns concluem que as arvores mortas não tem mais importância na natureza, mas na verdade elas são essenciais para que muitas espécies façam seus ninhos e garantam sua perpetuação. O corte dessas árvores, a entrada do gado na floresta e o manejo florestal inadequado reduzem os abrigos usados pelas aves.
O biólogo Roberto Tomasi Júnior, que veio representando a Ama, relata que o compromisso da associação é a preservação da floresta e do bioma da mata atlântica. A instituição tem mais de dez pessoas, entre biólogos, agrônomos e engenheiros, todos envolvidos na luta pela meio ambiente, colaborando para expandir a informação sobre o comportamento correto na natureza para que as ações humanas não interrompam o ciclo natural de geração das aves. “Nossa equipe quer que as pessoas se conscientizem de que é preciso manter as áreas naturalmente protegidas e que nunca comprem ou capturem filhotes para criação em casa”, afirma. A principal preocupação da associação com relação aos papagaios é a perda, fragmentação e descaracterização do habitat natural, reduzindo e isolando os grupos de aves, seguidas da captura para criação em cativeiro e o comercio ilegal de animais silvestres.
Através de estudos, pesquisas e mapeamentos a Ama tem buscado varias estratégias para a conservação e promoção da vida dos papagaios. Além do trabalho de divulgação de informações relevantes sobre a causa, o projeto busca a ampliação de cobertura vegetal das florestas araucárias, ampliando os locais de reprodução incluindo a instalação de caixas-ninhos, monitoramento das populações de aves, e a participação das comunidades escolares e de toda sociedade nas ações de conscientização da Floresta e sua biodiversidade.
A difusão e multiplicação de conhecimento sobre a importância da preservação ambiental irá sensibilizar toda a comunidade para que, não apenas os papagaios, mas nenhuma espécie animal corra o risco de extinção. Meio ambiente e ser humano podem conviver bem através da colaboração.
*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1537 de 12 de julho de 2018.










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