Esta semana foi de muita movimentação no município de Campos Novos, foram dias em que o setor agropecuário estava envolvido em reuniões, palestras e encontros. Isso é muito bom, é sinônimo de progresso, traz visibilidade à cidade. O estado todo tem visto o potencial de crescimento, e todos afirmam que este é um município promissor. Os moradores também aprovam os passos dados a caminho do progresso. O crescimento representa riqueza, evolução, tecnologia, mais empregos e mais renda. Parabéns para Campos Novos.
Governo e produtores rurais comemoram as conquistas, investem nas mais altas tecnologias para a produção rápida e precisa, mas a custo de que todos esses investimentos? As ações visam o bem estar de grupos específicos ou da população? E quais são as consequências em longo prazo? Além de apenas pensar no que isso vai significar para os cofres públicos, é preciso que haja uma real consciência sobre o que isso significará para a população.
Independente dos recursos que são ou serão usados para promover a agricultura, o que as pessoas realmente querem e precisam saber é se o que chega até a mesa delas é seguro para elas e suas famílias. Espera-se que todos os recursos do governo sejam usados para encontrar as melhores formas de aliar mercado e qualidade dos produtos. O Secretário de Estado da Agricultura Airton Spies afirmou que ainda é um desafio para o setor produzir uma agricultura sustentável que minimize os impactos ao meio.
Não são leis que deliberem ou proíbam o uso de artifícios nas lavouras que vão trazer melhorias para o setor agrícola, são ações conscientes do poder público, é investimento em pesquisas e estudos voltados para descobrir fórmulas que promovam a segurança alimentar. As pessoas não querem que o estado deixe de ser uma vitrine agropecuária, elas querem apenas alimentos saudáveis, tanto para elas quanto para a exportação.
O lucro não dever se sobressair sobre a saúde da população, é obrigação do poder público propiciar ações de produção que não degradem os recursos naturais, o solo, a água e a biodiversidade. Ignorar isso é uma prova de arrogância e injustiça com a atual e com as futuras gerações. De nada adianta ter um sistema de produção de ponta com elevados índices, se este não promove o bem estar do meio ambiente. Isto seria um retrocesso. É preciso encontrar os meios para produzir e preservar ao mesmo tempo.
Por mais entusiasmante e promissor que seja o cenário econômico no setor agrícola vivenciado no município e no estado, refletindo positivamente no Brasil, ainda assim é importante refletir sobre o que é preciso fazer agora, para vislumbrar um futuro sustentável para o meio ambiente, pensando no hoje e no futuro.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1541 de 09 de Agosto de 2018.


