Coletividade e Acessibilidade

Tudo que fazemos não afeta apenas a nós mesmos. Se engana quem acredita que suas ações tem reflexos apenas em si, na verdade elas podem atingir muitas pessoas direta ou indiretamente. Não somos ilhas, somos comunidade e somos codependentes um do outro.

Se ações individuais costumam refletir coletivamente, então ações coletivas costumam se multiplicar e atingir bem mais pessoas. E se tratando de ações do Poder Público seus efeitos tem ainda mais poder e dever de atingir os demais, e com a exigência de que seja de forma positiva, afinal foram eleitos para promover o bem da população, sem excluir ninguém. Inclusão e igualdade são palavras de ordem na atual sociedade em que vivemos.

Por mais que alguns sejam minoria na sociedade, isso não quer dizer que eles não existam, portanto não podem ser ignorados, principalmente pelo Poder Público. Em toda comunidade se encontram pessoas com limitações. Ter que lidar com sua realidade e ainda ter que enfrentar uma população que não as respeita torna sua vida ainda mais difícil.

O jornal dessa semana trouxe uma matéria que mostra duas realidades vividas pelos usuários da Associação de Pais e Amigos dos Extraordinários (Apae), uma muito positiva e outra negativa. Dentro de sua realidade interna, a entidade vive uma evolução e os alunos estão desfrutam de serviços e de profissionais que os ajudam a ter mais qualidade de vida. Por outro lado, na comunidade os mesmos não usufruem de um município equipado para recebe-los. Da porta para dentro elas têm acessibilidade, dá porta para fora não.

“A acessibilidade significa incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como o uso de produtos, serviços e informações. Alguns exemplos são os prédios com rampas de acesso para cadeira de rodas e banheiros adaptados para deficientes”. Hoje existem leis e decretos que estabelecem a acessibilidade como prioridade, mas infelizmente, alguns não saem do papel.

Campos Novos conta com um projeto de padronização de calçadas que será muito apreciado pelas pessoas com deficiências. O município precisa evoluir nesse sentido. A coletividade deve andar de mãos dadas com acessibilidade porque todos merecem ter seus direitos respeitados.

Por: Priscila Nascimento,
Jornalista

*Editorial publicado no Jornal “O Celeiro”, Edição 1603 de 07 de Novembro de 2018.

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