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Doenças Virais: Brasil deve estar em alerta contra mais epidemias

Doenças já conhecidas como dengue e H1N1 também devem ser combatidas com a mesma seriedade que a Covid-19.

Todos os holofotes do mundo estão voltados a pandemia do novo Coronavírus, e não é por menos, afinal há anos uma doença não parava o mundo. Todo cuidado é pouco, porém a população precisa estar atenta aos demais vírus e epidemias que todo ano atinge e tira a vida de milheres de pessoas. São muitas doenças provocadas pelos vírus, entre as mais comuns estão a Dengue, a Chicungunha, a H1N1, a Zyca, a Febre amarela e a gripe comum, enfermidades que afetam principalmente o sistema respiratório dos pacientes. São doenças perigosas com formas de contágio diferentes, mas com sintomas similares, por isso é comum confundi-las. Mas neste momento em que o Sistema de Saúde está ameaçado pela possibilidade do surgimento de surtos virais em massa, nada melhor relembrar os cuidados preventivos para evitar ser acometido por algumas dessas doenças.

No estado o número de casos de dengue chegou a 215 somente este ano, de acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive-SC). Casos de Febre Amarela foram confirmados quatro em 2020. A mesma diretoria relata que, de 29 de dezembro de 2019 a 14 de março de 2020, foram notificados 158 casos suspeitos de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina. Destes, 20 foram confirmados para influenza, sendo 10 pelo vírus A (H1N1) e 3 Influenza. Os dados mostram que os vírus não tiraram férias, estão apenas esperando uma oportunidade para se manifestar. Em Campos Novos, recentemente a Vigilância Epidemiológica confirmou um caso de H1N1, ou seja, eles estão mais perto do que imaginamos.

Oque fazer então para fugir dos vírus e das doenças respiratórias? Hábitos de higiene e uma rotina saudável de vida são essências para a boa saúde. Rosangela de Sá, que faz parte da equipe da Vigilância Epidemiológica, faz alguns alertas sobre como manter um bom estilo de vida e evitar doenças respiratórias. “As mudanças nos hábitos de vida contribuem para o aumento das doenças respiratórias, pois ficamos mais tempo em ambientes internos e expostos ao ar condicionado. As pessoas mais sedentárias, que dormem pouco e se alimentam mal, prejudicam a resposta de defesa do organismo”, declarou. Outros cuidados também são essenciais: evitar água parada e cuidar da limpeza do ambiente e do quintal impedem a presença o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya, Zyca e até da Febre Amarela.

Tempo frio pode agravar surtos de doenças respiratórias na região

O clima frio ainda não se apresentou com força na região Sul, mas a estação mais quente do ano já se despediu e abriu portas para o outono, estação de transição do verão para o inverno.

Nos próximos três meses é provável que a temperatura se equilibre entre os extremos: dias quentes e dias frios. Mas porque a proximidade do inverno causa preocupação? Rosângela de Sá explica: “Com a chegada do outono e do inverno, muitas pessoas sofrem com as oscilações climáticas. O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar são fatores que contribuem para o aumento das alergias respiratórias devido à alta concentração de poluentes na atmosfera. Com isso há uma redução dos mecanismos de defesa do organismo, o que propicia o aparecimento de doenças respiratórias como a asma, bronquite, rinite e sinusite. O ar frio também atua como irritante das vias aéreas, o que acarreta mais sintomas alérgicos, como a falta de ar e a coriza. Além disso, a maior circulação de vírus como o da gripe e do resfriado influenciam diretamente no aumento de doenças do aparelho respiratório”.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1620 de 02 de abril de 2020.

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