Tecnologia, inovação e um novo olhar sobre a comunicação revolucionaram o jeito de fazer e difundir a notícia.
O rádio, a televisão e o jornal impresso foram por muitos anos os principais porta-vozes da notícia no Brasil e no mundo. Com o aparato da tecnologia os veículos de comunicação tiveram que se adequar e se inovar para continuar atuando, não mais como protagonistas, mas como meios que se complementam. Somado aos meios tradicionais encontramos na atualidade os aparelhos eletrônicos, ou melhor, os smartphones, que as pessoas se conectam com o mundo e com as notícias. No princípio a novidade tecnológica parecia ser o pesadelo das empresas de comunicação, e, de fato, o impacto causou demissões em massa e a quebra de muitos impérios de comunicação. Não há como concorrer com a era digital, por isso a atitude mais inteligente foi acompanhar as tendências e se modernizar. É justamente o que o jornal ‘O Celeiro’, tem feito durante os anos em que atua em Campos Novos: ele se renova a todo momento se adequando a realidade e exigência de seus leitores.
Nestes 28 anos de história o jornal ‘O Celeiro’, passou por mudanças significativas com o objetivo de melhorar e levar para a população da região um jornal impresso de qualidade. Os primeiros passos dados neste sentido foram relacionados ao layout e a impressão de páginas coloridas. Os arquivos dos primeiros jornais apresentam páginas em preto em branco com uma diagramação simples, com pouquíssimas imagens. Com o tempo o jornal aderiu a uma diagramação mais elabora com um layout mais estruturado. As modificações não foram apenas na aparência do jornal, mas também nas plataformas de leitura. Desde 2011, com o boom da tecnologia digital, o ‘Celeiro’ criou o site do jornal e também se inseriu nas mídias digitais permitindo que mais pessoas tivessem acesso a informação, e hoje muitos camponovenses se atualizam das notícias através dessas plataformas utilizadas pelo jornal. Tudo que aconteceu com exigiu empenho, esforço, coragem e persistência, pois nem sempre o novo é bem-vindo, mas como um veículo a frente do seu tempo o jornal ‘O Celeiro’, vê o novo como uma oportunidade de crescimento e aprimoramento.
O empresário Wilhiam Peretti foi testemunha ocular de parte desse desenvolvimento vivenciado pelo O Celeiro. Antes de se tornar o proprietário do negócio, Wilhiam foi colaborador do jornal. Ao ver a evolução do jornal e por acreditar no potencial de veículo na região, o empresário apostou no jornal e resolveu investir no meio de comunicação mais lido da região. Com seu espirito empreendedor ele estuda e pesquisa meios de manter o veículo atualizado com o objetivo não apenas de levar informações, mas também de facilitar o acesso a elas. Além do jornal ‘O Celeiro’, impresso, há também às edições digitais, os canais de transmissões via WhatsApp e as páginas no Instagram, You Tube e no Facebook, meio em que são compartilhadas lives quinzenalmente. Wilhiam contou um pouco sobre a trajetória jornal ‘O Celeiro’, nestas quase 3 décadas de vida.
Confira a entrevista
OC: Há quanto tempo você atua no jornal O Celeiro?
W: Desde 2008. Iniciei os trabalhos como auxiliar administrativo, trabalhava com vendas de anúncios, assinaturas junto a fundadora, que era a proprietária e fundadora do jornal, Alceni Basso.
OC: Quais foram as mudanças que você testemunhou acontecer no jornal O Celeiro?
W: Acompanhei a evolução do veículo, crescimento através dos investimentos dentro da própria empresa. Mudanças de layout, diagramação, cores, inserção de páginas coloridas em faixas até a mudança para o jornal 100% colorido, acompanhei também a criação do portal e inserção do veículo nas redes sociais.
OC: Porque decidiu investir neste veículo? Você acredita no jornal impresso?
W: Acredito sim. O mercado de jornal impresso no Brasil nunca perdeu o ‘folego’, é um mercado amplo. Decidi investir por que conheci e aprendi muito sobre o ramo ao longo dos anos, claro que não é um mercado fácil, mas qual mercado hoje em dia é? Há dois anos a frente do jornal, não me arrependo de ter investido, estou lutando como todos neste momento para que possamos colher frutos no futuro.
OC: Quais foram os desafios e oportunidades que a evolução dos meios de comunicação trouxe ao jornalismo?
W: Como desafio aponto principalmente a digitalização da informação. No jornal impresso a digitalização deve ser feita com ‘cuidado’, levando em conta os clientes, anunciantes, assinantes, leitores e pessoas que consomem a informação, até porque são esses que ‘sustentam’ os veículos de comunicação e lhes dão a credibilidade. Oportunidades posso falar que a principal é a visão do veículo de comunicação como um todo, maior aplicação e alcance da tecnologia, facilidade na divulgação das informações e também dos produtos e empresa que estão dentro dos veículos, aos leitores uma maior importância da informação e do acesso a mesma.
OC: Qual a importância de se inovar e se adequar as tecnologias e como isso contribui para melhorar os meios de comunicação?
W: A importância se dá na questão de ‘estar presente’, mostrar que o veículo de comunicação, a empresa, a marca não ficou na ‘mesmice’. Inovação sempre traz dúvidas e medos, mas ela precisa ser feita, deve-se avaliar bem os passos e procedimentos de como isso deve acontecer. Se adequar é uma obrigação, quem não ‘entra’ no mercado que muda a todo o momento perde, a tecnologia está aí para que as empresas e marcas assim como os veículos de comunicação cresçam e estejam presentes cada vez mais na vida das pessoas.
OC: Qual o compromisso que os meios de comunicação têm com a sociedade?
W: Informar, trabalhar com a ética, oferecer um jornalismo de qualidade, informações isentas, apontamentos, explicar como, quando, onde e por que aquilo está acontecendo. Um município, uma região não crescem se não tiver informação, principalmente da sociedade onde ele está inserido. Sem informação a população não sabe o que acontece e isso pode atrasar o desenvolvimento de uma região, por isso cada vez mais as pessoas precisam aprender a consumir as notícias, mas também apoiar e fazer com que essa informação chegue a mais e mais pessoas.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1632 de 25 de junho de 2020.







