A Usina Hidrelétrica São Roque, que está sendo construída no Rio Canoas, entre Vargem e São José do Cerrito, teve sua obra paralisada nesta quinta-feira, 29 de outubro. O motivo é a descontinuidade nas liberações do financiamento por parte do BNDES. Com isso, a empreiteira principal concedeu férias coletivas para 728 colaboradores, desmobilizou 230 empregados de empresas subcontratadas e demitiu outras 160 pessoas.
O recurso de férias coletivas está sendo utilizado para ganhar algum tempo na busca de uma solução para o problema e, assim, evitar a paralisação sem prazo definido e a demissão de mais de 1000 pessoas, impactando diretamente no desenvolvimento da região.
A UHE São Roque está com 68% das obras concluídas e já firmou acordo amigável com cerca de 70% dos proprietários das áreas que serão atingidas. O início da operação comercial da usina estava previsto para julho de 2016.
O investimento total do empreendimento é de R$ 820 milhões, 60% dos quais serão gastos na própria região. Já foram aplicados R$ 530 milhões, dos quais R$ 222 milhões de recursos próprios e o restante oriundos do financiamento.
A usina foi projetada para ter capacidade instalada de 142 MW, gerando 820 milhões de kWh por ano, o que equivale ao consumo residencial das quatro cidades mais populosas do estado de Santa Catarina: Joinville, Florianópolis, Blumenau e Chapecó.
Já na quarta-feira, 28, a noite, e também nesta quinta-feira, os funcionários da empresa Engevix desocuparam os alojamentos localizados na cidade de Vargem.










