Copermap realiza 2° edição do Dia de Campo de Inverno levando alternativas ao produtor

Presidente Jaison comenta estiagem e como as tecnologias disponíveis podem ajudar os  produtores a ter bons resultados.

Presidente da Copermap, Jaison dos Passos

‘Uma indústria a céu aberto’, assim é a definição do trabalho realizado no campo. Este cenário significa que o produtor precisa lidar com intempéries provocadas pela instabilidade climática. Com toda a evolução e tecnologias disponíveis o homem do campo pode lidar com as dificuldades e, apesar das perdas, ainda se sair bem. Para orientar os produtores neste sentido a Copermap (Cooperativa Múltipla de Agricultura e Pecuária), realizou a 2° edição do Dia de Campo de Inverno, oferecendo um portfólio de produtos voltado ao melhor aproveitamento das áreas. Jaison dos Passos, Presidente da cooperativa, falou sobre a proposta do evento. “Nosso objetivo maior é fomentar as culturas de inverno como trigo, aveia e avezem. Queremos buscar a melhoria do plantio direto através dos cereais de inverno, como alternativa de ganhos na propriedade, bem como a melhoria de solo e controle de algumas plantas daninhas. Pensamos em utilizar uma estratégia na propriedade para poder agregar rendimento e reduzir custos em consequência de um manejo bem adequado e planejado”, declarou.

Com um ano atípico, devido a estiagem prolongada, os produtores enfrentaram altas temperaturas mesmo na estação do inverno, o que causou grandes perdas, tornando o ano de 2020 desafiador para o agronegócio. “O clima já trouxe atrasos de plantio para a safra de Verão, para a safra de inverno, pela primeira vez nós presenciamos uma perda significativa nos cereais devido a estiagem, isso não é comum. Os fatores climáticos afetaram a renda dos produtores”, destacou Jaison. No entanto, a pandemia, apesar de todos os pesares, permitiu um momento de oportunidades que compensou o trabalho no campo. “Com a pandemia vemos preços históricos para as matérias primas, e isso compensa as perdas. Nosso setor não parou. Tivemos juros mais baixos facilitando os rendimentos e ganhos e mantendo os produtores nas atividades. Temos que aproveitar este bom momento e a onda do mercado. Teremos adversidades climáticas, mas precisamos fazer o nosso melhor para ter êxito nas atividades e pensar a médio e longo prazo”, continuou.

Com o plantio de inverno sendo fomentado através do Dia de Campo da Copermap é possível trabalhar com o solo de forma a ter menos prejuízos com a estiagem, conforme explica Angelo, um dos coordenadores da do campo demonstrativo. “Com a estiagem se o produtor investir na cobertura de solo ele poderá ter menos problemas de plantio e germinação. O sol prejudica muito quando não há cobertura de inverno, a condição de plantio não fica ideal, e com uma boa cobertura”, explicou, destacando que os expositores presentes tinham ótimas soluções para a lavoura de inverno. “Apresentamos um portfólio bem vasto de produtos com a intenção do aproveitamento das áreas”, completou.
Jaison enfatiza a evolução dos tempos que promoveram o avanço nas propriedades, e este é o diferencial que ele quer promover aos produtores. “Cada expositor que trouxemos temos o propósito de trazer uma tecnologia, um produto e uma informação. Queremos oferecer ao produtor a segurança na decisão que vai tomar no campo. Devidos as incertezas precisamos orientar os produtores para que eles dêem sequência em suas atividades. Não adianta fazer por fazer uma cultura de inverno, precisamos buscar alternativas para nosso objetivo que é explorar o melhor rendimento da cultivar. A maior evolução é agregar produtividade em cima das cultivares de inverno e fazer com que o maior número de propriedades faça uso dessas ideias e possam desenvolver e otimizar o trabalho”, destaca o presidente.

Com um olhar promissor para o futuro, a Copermap investiu na construção de armazéns com capacidade para 9 mil toneladas de grãos. Jaison comentou ainda que para 2021 a cooperativa irá instalar uma loja agropecuária no município de Vargem. Porém, o presidente é realista quanto às colheitas do próximo ano. “Estimamos algumas perdas para os cereais de inverno. Para as culturas de verão como milho e soja estamos com atrasos no plantio, bem como problemas de estabelecimento das lavouras plantadas , estamos torcendo para o clima se normalizar para que assim possamos fazer uma boa Safra”, concluiu.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1651 de 29 de outubro de 2020.

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