As eleições municipais de 2020 serão um primeiro teste para o desempenho de partidos e candidatos em meio às novas regras eleitorais que impedem a formação de coligações para disputas proporcionais. A mudança parece tímida, mas é importante para definir quais serão as legendas fortes para 2022 e em diante. Na falta de uma reforma política profunda, o fim das coligações é mudança relevante no jogo político. Inclusive, é a maior reforma política dos últimos anos. Em primeira análise, é possível dizer que a mudança deve condensar votos e reduzir o alcance de partidos médios e pequenos. Talvez o eleitor não atente para isso logo em 2020, mas o crescimento do chamado ‘voto útil’ pode dar uma nova cara para o processo eleitoral brasileiro no futuro. Com isso, deve encolher o número de quem quer votar ou se candidatar em partido que tem pouca chance de conseguir cadeira no Legislativo.
EM SC
A visita de Jair Bolsonaro a Florianópolis na última semana marcou uma romaria de deputados federais e estaduais do PSL para participarem do evento. Ao menos seis parlamentares do partido estavam lá. O presidente ignorou os pesselistas e citou apenas dois políticos no discurso: Donald Trump, apaziguando sua derrota nas eleições americanas, e Jorginho Mello (PL), senador e recém-empossado vice-líder de governo na Casa. Bolsonaro não está longe do PSL, mas alimenta mesmo o ‘casamento’ com o Centrão e outros aliados.
– DANIELA participou no início da semana de atos no Norte do Estado. Fez inaugurações de obras e reuniões com empresários. Posou ao lado de Sargento Lima (PSL), aquele que garantiu seu governo ao votar por absolvição. Tenta se aproximar do Legislativo: participou também de reunião da bancada do Oeste na Alesc para falar de estiagem.
– COM Ivan Naatz (PL) entrando na lista, a Assembleia Legislativa de SC (Alesc) teve, pelo menos, sete deputados positivando para Covid-19. Nenhum teve grandes complicações, mas é um risco. Candidatos a prefeito, vice-prefeito, e vereadores confirmados com a doença somam-se aos montes.
– A ALESC publicou nesta semana em seu Diário Oficial a íntegra do voto do desembargador Luiz Felipe Schuch no âmbito do impeachment contra Moisés. Schuch foi o único magistrado que votou pelo prosseguimento da denúncia e teve posicionamento elogiado por parlamentares. Só o dele saiu.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1652 de 12 de novembro de 2020.


