A chuva voltou a região de Campos Novos, um alívio para as áreas de produção de grãos e aos produtores, pois neste momento, as lavouras estão em fase de florescimento ou enchimento de grão, principalmente das culturas de soja e milho. Já o feijão encontra-se em florescimento e por ser a cultura mais suscetível ao clima, precisava desta chuva.
Mas nessa reportagem, o alerta é para os produtores de soja. De acordo com o Engenheiro Agrônomo Helan Paganini, da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, as atenções estão todas voltadas a controle da ferrugem asiática. A ferrugem é uma doença fúngica que se espalha rapidamente em função da eficiente disseminação dos esporos do fungo pelo vento. “As condições climáticas atuais favorecem o desenvolvimento da doença e já identificamos os esporos nas lavouras e com essa chuva que veio, há todas as chances da doença se desenvolver. A ferrugem é a bola da vez e o produtor precisa acompanhar as áreas de soja e realizar o manejo correto”, ressaltou Helan.
Segundo o profissional, com a ferrugem atuando, acontece a desfolha precoce das plantas, que impede a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. “A nossa indicação é que o produtor realize aplicações preventivas, diminuindo o período entre aplicações para ter um controle maior contra ferrugem e garantindo assim, uma boa produtividade”, lembrou.
Já as pragas como a lagarta falsa-medideira e o percevejo não devem ser os vilões da safra de soja 2015/16. “Não tivemos problemas com lagartas e a população de percevejo deve ser monitorada e se aumentar, é preciso realizar controle para que esta praga não prejudique a soja, porém, não tivemos surtos de percevejos e esperamos que a praga não cause grandes danos às áreas da oleaginosa”, completou Helan Paganini.







