Administração Municipal fechou contrato de R$ 300 mil com Universidade de Curitiba para
construção do projeto que contará com a participação da comunidade através de audiência pública.

O setor de Planejamento e Engenharia da Administração Municipal se reuniu na tarde de terça-feira (05) para discutir sobre o Plano Diretor e Plano de Mobilidade Urbana para Campos Novos. A empresa escolhida para revisão e construção dos projetos é a Universidade Livre do Meio Ambiente – Unilivre. O secretário da pasta, Vilmar Antônio Ferrão, disse que esse era um desejo antigo, pois, segundo o que foi observado, o atual plano era um código de obras e não um plano diretor, pois não previa um direcionamento de desenvolvimento da cidade para o futuro”. De acordo com Ferrão, a iniciativa visa contribuir para o crescimento e desenvolvimento de Campos Novos. “A nossa ideia é trazer a discussão a revisão do Plano Diretor e a construção de Plano de Mobilidade Urbana, que é uma exigência do Ministério de Planejamento para municípios com mais de 20 mil habitantes. Na reunião houve a apresentação da equipe técnica da engenharia da prefeitura e conversamos também como vamos proceder os trabalhos daqui para frente”, adianta. O valor do contrato é de R$ 300 mil.
A revisão do Plano Diretor era uma urgência, pois há mais de dez anos não fora revisto. Segundo o secretário, em 2017, apesar da intenção, não foi possível elaborar um plano de acordo com as reais necessidades do município. “Antes nós não havíamos conseguido montar o plano ideal por falta de conhecimento. Agora queremos fazer o plano ideal de desenvolvimento sustentável, social e econômico para Campos Novos. O plano deverá ficar pronto em cinco meses. Temos muita coisa adiantada que o Georreferenciamento nos facilitou. Queremos criar o ambiente jurídico de desenvolvimento da cidade dentro de uma situação econômica, social e ambiental. Temos de avaliar qual cidade queremos levar para as gerações futuras. Traremos esta discussão para a pauta”.
O que é o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade que será desenvolvido? “O Plano Diretor define muitos aspectos da cidade, não apenas a parte construtiva, mas também o sistema viário, áreas verdes, saneamento, educação, distribuição das escolas, saúde, entre outros aspectos. O Plano de Mobilidade organiza a circulação dos veículos da cidade, estabelece as ciclovias, o transporte público, e diminui o atrito entre os condutores e transeuntes. A ideia é de que tudo flua melhor dentro de um sistema hierarquizado”, define o secretário, justificando a importância dos projetos como forma de estabelecer a ordem na cidade. “Nenhum cidadão por vontade própria pode interferir no direito coletivo, é necessária uma lei que estabeleça limites. Cabe a Administração Municipal estabelecer certas regras e a ordem”, declarou.

O secretário listou as principais demandas que serão levantadas no Plano Diretor. “Queremos melhorar a questão do zoneamento, edificações, volumes, recuos, distanciamento relacionado ao código ambiental nas áreas consolidadas ou não, distanciamento nas rodovias. São questões que serão avaliadas tecnicamente. Vamos revisar o Código Ambiental. Vamos rever a questão de loteamentos antigos, estruturas. O contorno viário será analisado e está previsto no plano. Terrenos sem ocupação dentro da cidade e impostos progressivos serão pautas. Vamos estabelecer um sistema para desenvolver as áreas que estão há muitos anos sem ocupação”, resumiu. O agronegócio, principal vocação de Campos Novos, será um dos destaques. O agronegócio estará em pauta com as questões das estradas do interior, a largura das estradas, áreas não edificantes, pontes, tubos, drenagens, tubos, desenvolvimento do asfalto no interior. Levaremos a questão de produção por região”.
Como a expectativa é de que em cinco meses o projeto segue entregue, o cronograma prevê que logo o plano seja colocado em prática. Neste primeiro mês a equipe de trabalho irá promover o entendimento técnico de todas as informações de Campos Novos. para isto, todas as secretarias serão acionadas para conversar sobre a elaboração dos planos, assim como as associações dos municípios e a engenharia do município. Tudo que for discutir será levado para a população através de audiência pública, mas antes será feito um estudo técnico para verificar se as metas poderão ser aplicadas.
Otávio Fortes e Cleon Ricardo dos Santos, arquitetos da Unilivre e coordenadores do projeto também conversaram com a imprensa sobre o processo de construção desses planos. “Precisamos conhecer a cidade para que possamos elaborar uma visão estratégica. Para onde queremos crescer a cidade? Qual a vocação econômica? Que aspectos negativos e positivos ela tem? A partir disso vamos estabelecendo a estratégia de desenvolvimento. Vamos formular planos específicos, por exemplo, mobilidade urbana, revisão do zoneamento, análise da situação ambiental, crescimento das dificuldades”, contou Cleon. “O trabalho é desafiador. Vamos organizar a distribuição da população e dos serviços em geral e isso deve refletir os interesses da população. Temos uma equipe boa para que consigamos fazer esse trabalho em cinco meses”, acrescentou Otávio.
A Universidade Livre do Meio Ambiente é um espaço de educação voltado as questões ambientais, critério que foi levado em consideração para a escolha da empresa. De acordo com os arquitetos, a universidade está há 25 anos elaborando planos que dão ênfase as questões sustentáveis, ambientais e de melhoria de vida.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1723 de 07 de abril de 2022.







