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Dedicação e Esforço: Camponovense supera desafios e se consolida como campeão de Fisiculturismo

Exemplo de superação e de terminação, o Educador Físico Márcio Camassola, após perdas e desafios, não desistiu dos sonhos.

Ele chama a atenção aonde chega pelo físico atlético. O corpo bem definido do camponovense Márcio Camassola lhe rendeu algumas conquistas em importantes Campeonato de Fisiculturismo. No entanto, o que é ainda mais impressionante é sua história de vida marcada por muitos desafios. Após perder pessoas queridas, o educador físico foi surpreendido por um câncer no auge de sua carreira. Cheio de sonhos, Marcio não deixou que nada atrapalhasse seus objetivos e enfrentou tudo de cabeça erguida. Ao jornal O Celeiro ele contou sobre os períodos turbulentos e a volta à ativa após meses de tratamento.

Trabalhador, honesto, focado e disciplinado, Márcio começou a trabalhar aos 13 anos de idade. Sem muito apego aos estudos, o jovem ajudava a administrar as bancas do irmão. Aos 20 anos, o seu irmão e parceiro de trabalho faleceu. O jovem deu continuidade ao oficio, mas também abriu espaço para duas novas atividades: os estudos e os exercícios físicos. Matriculou-se na faculdade de Educação Física e iniciou na academia. Ao longo do tempo, Márcio viu seu corpo evoluir e decidiu usar isso a seu favor. “Até os 20 anos eu nunca tinha ido para a academia. Eu era bem magro. Desde que comecei na academia eu nunca mais parei. Após seis anos, meu corpo estava definido. Com 26 anos eu decidi que eu queria competir”, conta o educador. Em sua primeira competição de fisiculturismo ele ficou em primeiro lugar de sua categoria. Empolgado, em 2019 participou de um campeonato estadual e mais uma vez foi consagrado como campeão.

Já formado em Educação Física, Márcio deu continuidade aos estudos, desta vez escolhendo a Nutrição como sua segunda graduação. Numa rotina apertada ele se dividia entre o trabalho na banca, a faculdade, a academia e as atividades como personal. Tudo ia muito bem, nem mesmo o início da pandemia, em 2020, tirou o foco do profissional. A fase era tão boa que até mesmo ele se admirava de estar vivendo tudo aquilo. “As coisas estão muito perfeitas”, dizia a si mesmo. Contudo, não estava nada bem. Em setembro de 2020, com 29 anos, ele descobriu um câncer.

Márcio iniciou uma das maiores batalhas e vivenciou uma das maiores perdas de sua vida, a morte de sua mãe. “Fiz a cirurgia de retirada do tumor e quando recebi alta meu irmão foi me buscar. Ele me falou que a mãe estava doente. Sai do hospital na sexta-feira e no sábado ela faleceu. Não tive tempo de conversar com ela e me despedir. Mas mantive o equilíbrio e enfrentei firme”, relatou Márcio. Após a cirurgia, logo ele iniciaria as sessões de quimioterapia. Enjoo, fraqueza, vômito e dor não fizeram com que ele esmorecesse. Sobre este período ele conta: “Mesmo com o tratamento eu continuei trabalhando na banca, dando aulas e cursando a faculdade de nutrição. Eu só parava na semana que eu precisava fazer a quimioterapia”.

Em abril de 2021 ele terminou o tratamento quimioterápico e ouviu da médica que estava com a saúde recuperada. Não havia mais câncer, nem tumor. Com a liberação médica ele voltou aos treinos e voltou a competir. Em seu retorno aos campeonatos, em maio deste ano, ele conquistou o primeiro lugar em mais uma competição. Em algum momento Márcio pensou em desistir dos seus planos de vida e se entregar ao desânimo? “Já sim. Mas foi apenas por um momento”, responde. O que o manteve firme foi sua confiança de que daria a volta por cima. “Eu tinha certeza de que eu iria recuperar meu corpo e iria conquistar novos campeonatos”, diz.

Duas lições ele aprendeu ao longo do tempo e as compartilha: “A primeira é: O tempo não para. O que me sustentou neste período em que eu estive doente era o fato de saber que o tempo estava passando. Eu sabia que tudo aquilo iria passar. Mantenha-se firme porque tudo passa. A segunda: Tudo na vida precisa ser dado o primeiro passo. Não basta querer, é preciso tomar atitude. Eu queria ser personal, mas eu tive que dar o primeiro passo. O primeiro passo que eu dei para conseguir o que eu queria foi me matricular na faculdade de Educação Física. É preciso atitude e coragem para alcançar os sonhos”, concluiu o atleta.

Reportagem publicada na edição 1734 de 23 de junho de 2022.

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