Caso 1:
Se você contratasse um pedreiro para fazer uma casa e ao final da obra o pedreiro dissesse: “a casa é minha, porque fui eu quem fez”, como você se sentiria?
Caso 2:
O pai pergunta: “Meu filho, de onde você trouxe esse lápis?”. O filho responde: “Eu peguei na escola!”. O pai, tentando ensinar ética ao filho diz: “Não pode pegar coisas na escola, deixa que o pai traz da empresa!”. Roubar um lápis da empresa pode?
Iniciamos um novo ano e rapidamente vamos fazer um balanço: vivemos uma pandemia que se repete a cada cem anos aproximadamente, eleições e copa do mundo que acontecem a cada 4 anos e, num piscar de olhos, chegou 2023; junto com ele o momento de retomar a vida “normal” (não vamos aqui entrar no conceito do normal, anormal ou novo normal).
Após todos esses eventos, concluímos que estamos com o pé em uma nova era e é chegado o momento de analisar o que perdemos, o que ganhamos e como estamos entrando nesse novo paradigma e faremos isso pelo tema da ÉTICA. É um terreno perigoso, lamacento, com areia movediça que perpassa por outros conceitos como direitos, deveres e moral. Comecemos pelos conceitos de cada um:
- DIREITOS: os temos como seres humanos que somos;
- DEVERES: precisamos cumprir dentro de um acordo feito com outrem;
- ÉTICA: conjunto de regras a serem seguidas de acordo com a Lei e as normas;
- MORAL: conceito formado no interior de cada ser de acordo suas vivências e suas crenças.
Normalmente somos muito criteriosos ao analisar a ética dos outros, como por exemplo: um funcionário público que recebe sem trabalhar, um gari que repousa sobre a vassoura, um político que rouba e esconde dinheiro nas cuecas… Todos são alvo de comentários e julgamentos por parte da comunidade.
No entanto, a questão ética muitas vezes não é vivida na sua integridade pelo que julga a conduta ética dos outros. Colar numa prova, roubar uma ideia e distribuir como se fosse sua, não citar o autor de determinada ideia, projeto, texto ou criação, fazer trabalhos particulares na empresa, são práticas antiéticas que se assiste como se fosse normal. É muito comum acontecer isso, mas não é normal. Está longe de ser normal.
Se não é ético roubar um lápis da escola, também não é na empresa.
Parece banal, mas é no mínimo moral, retomar esses conceitos éticos para entrarmos com o pé direito nessa nova jornada.
Por: Magna Regina
Coach Empresarial, Empreendedora
Presidente do Instituto Humaniza
Contato: (54) 9977-2062
*Coluna ‘Pessoas e Empresas’, publicada no Jornal O Celeiro, edição 1762 de 19 de janeiro de 2023.


