Ler é desfrutar de momentos a que sonhamos. Ler é conhecer lugares sem sair de casa. Ler é descobrir-se e se encontrar na história sem ao menos relatar algo sobre você a alguém. Ler é viver e quem escreve, sonha, vive e busca transmitir propósitos, narrar fatos e contar emoções.
A leitura é fundamental para o crescimento humano das pessoas, e mais que isso, quem lê conquista o hábito de praticar a arte da leitura, vê o mundo e as pessoas com outros sentimentos. E para estimular que os jovens tenham o gosto pela leitura e pela literatura, a Professora de Língua Portuguesa Rosemery Recalcatti e a Orientadora de Leitura Sueli de Godoi, realizaram na segunda-feira, 18 de abril, dia em que se comemora o Dia do Livro Infantil, uma atividade de visitação a livraria Atena, com alunos do 3º Ano do Ensino Médio Inovador da EEB. Coronel Gasparino Zorzi.
De acordo com a Sueli de Godoi, o maior objetivo foi de aproximar os jovens dos livros e apresentar as obras que estão nas principais listas de leitura para vestibulares do país. Durante a visita, os alunos conheceram lançamentos e os livros mais vendidos, assim como puderam adquirir exemplares e assim, ter acesso as obras de arte de escritores do mundo todo.
Para estimular as pessoas à prática da leitura, a orientadora reforça que é preciso incentivar as crianças, ainda pequenas, a este hábito. Assim como a leitura de livros não é tão procurada pelos jovens, os jornais impressos, não são tão vistos por este público. Sueli de Godoi destaca que talvez o imediatismo e a praticidade de hoje sejam motivadores desta ação. “Os jovens desta faixa etária são difíceis de atingir e a prática da leitura, o hábito, deve ser trabalhado lá em baixo, com as famílias e crianças. Os jovens e os brasileiros no geral não leem pouco, leem mal. Nós não lemos pouco, mas lemos mal. Se você olhar a prateleira de mais sucesso, não é a dos livros com mais responsabilidade, podemos dizer assim. Quanto ao jornal, falta o manuseio, a divulgação, porque quando abro uma rede social já tem uma chamada da notícia no site e não vemos o físico, vamos no digital e os jovens vivem esse momento de rapidez, tudo é muito efêmero, tem que passar rápido”, lembrou Sueli.
Para se trabalhar na leitura, a orientadora lembra que há necessidade de mudar a metodologia. “Quando trabalhamos com livros no primeiro ano, com a literatura arcaica, medieval, isso já ceifa a vontade dos livros literários. Eu acho que se nós tivermos uma inversão disso e trabalhássemos os contemporâneos no primeiro ano, seria mais fácil. Historicamente não, mas se tivessem estudos do familiar e depois da realidade mais distante dos jovens, talvez tivéssemos uma desmistificação de que a leitura é difícil, porque começando com Machado de Assis, muitos não entendem, mas se trabalhássemos com, por exemplo, Caio Fernando Abreu, talvez nós conseguíssemos com mais facilidade atingir os jovens”, finalizou a orientadora de leitura.


