Aluna de 14 anos já está na segunda fase da OBMEP deste ano e mira a terceira medalha.
Isabela Besen é motivo de orgulho para os pais, colegas, professores e dos camponovenses de modo geral, afinal, não é todo dia que se conquista uma medalha de ouro na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), considerada a maior Olimpíada de Matemática do Mundo. E se não bastasse a medalha dourada conquistada em 2021, no ano seguinte, Isabela conseguiu mais uma grande façanha, ficou com a medalha de bronze, um feito raro e digno de muita comemoração.
Isabela, atualmente com 14 anos, é filha de Jucimara e Gilberto Besen, estuda na Escola de Educação Básica Cel. Gasparino Zorzi e segundo a Diretora Marines e a Professora Albertina, é uma grande fonte de inspiração para os seus colegas. Isabela conta que o seu desempenho nas duas últimas edições da OBMEP, não fez com que ela relaxasse nos estudos, bem pelo contrário, a rotina de estudos se intensificou ainda mais, com o objetivo de vencer novos desafios.
A OBMEP é um projeto nacional realizado anualmente desde 2005 e tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos no Brasil. Devido às questões envolvendo à pandemia, as premiações da 16ª e 17ª Edição da OBMEP foram realizadas no dia 05 de junho deste ano, em evento realizado no Costão do Santinho, em Florianópolis.
Na ocasião, Isabela foi receber a sua medalha de ouro em referência ao seu desempenho nas provas realizadas no ano de 2021, na época, a estudante cursava o 7º ano e concorria com estudantes de todo o estado, do 6º ao 7º ano. Além desta categoria, a maior competição de matemática do mundo, dispõe do nível 02, do 8º ao 9º Ano e o Nível 03, que contempla alunos do Ensino Médio.
Já a medalha de bronze, corresponde às provas realizadas no ano passado, quando Isabela competiu com alunos até o 9º ano. A medalha de terceiro lugar, inclusive, ainda não foi recebida pela jovem camponovense, as medalhas de prata e bronze serão entregues em cerimônia regional, que ocorrerá ainda neste ano na cidade de Chapecó.
Pode-se dizer que a vida da Isabela vem passando por uma grande transformação. O ótimo desempenho na matemática tem sido reconhecido por toda a comunidade camponovense, sua popularidade vem crescendo muito, e a jovem já está acostumada com a rotina de entrevistas concedidas aos canais de comunicação, inclusive para a TV. Isabela foi entrevistada pelo Programa Balanço Geral da NDTV Record SC, durante o período que esteve em Florianópolis.
Em julho, Isabela estará indo para a cidade de Natal, no Rio Grande Norte. Devido ao seu desempenho nos cursos e avaliações realizados pós medalha da OBMEP, ela está entre os 150 estudantes escolhidos para participar do evento Hotel de Hilbert, que será realizado na capital potiguar.
A medalhista de ouro e bronze agora encara o desafio de participar da sua terceira edição da OBMEP. Já classificada para a segunda fase, ela reservou um tempo entre os estudos para conceder entrevista ao Jornal O Celeiro, como você confere a seguir:
- Como começou o apreço pela matemática?
Eu sempre gostei desde pequena, só que antes era mais fácil, aí foi dificultando e eu fui me empenhando cada vez mais. Depois de ganhar a medalha, eu percebi que aquele ali era o meu talento e que eu tinha que me concentrar naquilo. Comecei a estudar ainda mais, e fui desenvolvendo essa habilidade e agora é uma coisa que amo.
- Como foi sua preparação para a OBMEP?
A primeira vez que fiz a prova eu não conhecia a OBMEP, fiz a primeira prova e recebi a informação que havia passado para a segunda fase. A partir daí comecei a pesquisar mais a fundo, estudei, procurei saber mais, no início de 2022, eu recebi a informação que eu havia conquistado a medalha de ouro. Junto com a premiação ganhei um curso, e só neste ano soube que iria para Florianópolis receber a medalha numa cerimônia Nacional de Premiação da 16ª e 17ª OBMEP. Em função disso, viajei pela primeira vez de avião, foi uma experiência incrível.
- E sua experiência em Florianópolis, como foi?
Foi algo surreal. Fui até Chapecó com meus pais e de lá peguei o avião junto com a coordenadora da OBMEP de Santa Catarina e os demais medalhistas. Pela primeira vez viajei de avião e fiquei longe de meus pais. Em Florianópolis ficamos no Resort Costão do Santinho, junto com mais de mil medalhistas do Brasil inteiro, e foi tudo muito bom, muita gente diferente, com vários sotaques, tivemos palestras, sorteios, e achei tudo incrível.
Hoje converso com meus colegas, eles pedem dicas, e eu os incentivo a estudar, pois vale muita a pena, não é só uma medalha, tem muita coisa por trás desta conquista, sobretudo o reconhecimento e o orgulho que damos aos nossos pais e amigos.
- Neste ano já foi realizada a primeira etapa da OBMEP, como você se saiu?
Neste ano eu estudei bastante, desde o início do ano eu fiz vários simulados, ao todo foram sete provas dos outros anos, e consegui passar para a segunda fase, que ocorrerá dia 07 de outubro. Estou fazendo o curso que me concederam com a conquista da medalha de bronze e estou focada para que se Deus quiser conquistar mais uma medalha.
- Como é a sua rotina de estudos?
Vou para escola pela manhã e intercalo os estudos de matemática, às vezes à tarde e às vezes à noite. Gosto de fazer os simulados e pesquiso os vídeos que falam sobre as várias áreas da matemática em geral, tento estudar todos os dias para criar uma rotina. Sobre as demais disciplinas, eu gosto de revisar o que é aprendido dentro de sala de aula. Eu também gosto muito de escrever, inclusive estou escrevendo um livro, de romance, que me dedico nos tempos livres e nos momentos que estou inspirada.
- Na hora de escolher a sua profissão, a matemática vai influenciar na sua decisão?
Pretendo escolher uma profissão que seja relaciona à matemática, gosto da ideia de ser professora universitária, talvez na área da contabilidade ou engenharia, tendo matemática eu estarei lá. E a matemática você usa no seu dia a dia, você só não usa se você não sabe, tem coisas que eu estudo e quando olho ao meu redor vejo que elas estão ali, a matemática está por todos os lugares.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1784 de 22 de junho de 2023.









