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Ninguém sabe, ninguém viu!

Toda semana em nosso jornal reservamos um tempo para a nossa reunião de pauta. Esta atividade, nada mais é que um bate-papo do departamento de jornalismo com a intenção de definir os principais assuntos que iremos abordar na próxima edição do impresso. Recebemos, quase que diariamente, sugestões de leitores, empresas e de populares sobre temas diversos, fazemos uma filtragem e adicionamos as pautas que entendemos ser relevantes ao senso comum.

É necessário destacar que existem temas mais complexos, que dependem de um tempo maior de apuração, noutros, as fontes são de mais difícil acesso, em contrapartida existem as pautas mais acessíveis, onde já possuímos uma maior proximidade e conhecimento, o que facilita o nosso trabalho.

Para esta edição, inclusive, nem todas as pautas levantadas em nossa reunião foram concretizadas, enfrentamos algumas dificuldades no percurso, ou seja, no processo de contato com a fonte, abordagem e apuração dos fatos, algo normal do cotidiano do jornalista.

Por sermos um veículo de circulação regional, procuramos focar em assuntos que fazem referência à nossa realidade, trazendo matérias de interesse público voltado à nossa sociedade. Uma das vertentes do Jornal O Celeiro, aliás, é o “Caderno Celeiro do Agronegócio”, uma publicação anual que aborda uma área de extrema relevância da nossa região, e que em breve, inclusive, teremos o lançamento da edição deste ano.

E a nível Brasil, como estão sendo definidas as pautas da grande mídia? Infelizmente grandes conglomerados de comunicação deixaram de noticiar com ética e responsabilidade, abriram mão de um jornalismo sério e se tornaram reprodutoras do governo. Estes grandes grupos adotaram um viés político e deixaram de exercer a prática da imparcialidade, uma das principais premissas do jornalismo.

E para não parecer uma acusação leviana, na última semana, um repórter do maior grupo de comunicação do país, deixou escapar, que as pautas oriundas de Brasília, as quais são reproduzidas para todo o Brasil, são definidas em contato com a ASCOM (Assessoria de Comunicação) do Governo Federal. Ou seja, boa parte das informações, assuntos e matérias que você consome dos principais jornais e telejornais do país, foram definidas pelo próprio Governo.

Daí vem a explicação à sua pergunta: Por mais que eu mude de veículo, por que os assuntos são sempre os mesmos? Mesmo com a derrota e a ilegibilidade do ex-presidente, ele segue sendo pauta diária das mídias chamadas de “consórcio”, e serve de cortina de fumaça para omitir as atitudes inconsequentes do atual Governo, que inclusive, não vai nada bem.

Você tem ouvido falar sobre a criação de novos ministérios? Das demissões de servidores técnicos para a contratação de parceiros políticos para seus lugares? Da criação de novos impostos? Do aumento dos combustíveis e do crescimento da inflação? Do novo financiamento de 2 BILHÕES DE REAIS aprovado para a Argentina via Banco do Brasil e BNDS? Eu imagino que você não soube!

É por isso que enquanto estamos a caminho do precipício ninguém está notando, e quando resolverem tirar as vendas de nossos olhos (se é que vão tirar), poderá ser tarde demais.

Por: Orli Ricardo – Jornalista

*Editorial publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1794 de 31 de agosto de 2023.

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