Evento reuniu profissionais de diversas áreas do agronegócio para informar e apresentar novidades.
O III Seminário de Sementes em Santa Catarina tem como tema “Sementes forrageiras na integração lavoura-pecuária: desafios e perspectivas” e tem como objetivo promover discussões sobre demandas, dificuldades e avanços relacionados a produção de sementes forrageiras de qualidade para o desenvolvimento agropecuário.
A primeira edição do evento foi realizada em 2018 em Lages – SC, a segunda edição foi de forma online e a terceira edição foi realizada em Campos Novos, cidade considerada como o celeiro catarinense, nos dias 06 e 07 de junho, no auditório da Unoesc, com a participação dos acadêmicos da universidade local e também de estudantes do curso de agronomia da Udesc de Lages-SC.
A comissão organizadora do III Seminário de Sementes em Santa Catarina é composta por profissionais que atuam no Laboratório Oficial de Análise de Sementes (LASO) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e na Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (AproseSC).
Todos reunidos com o propósito de discutir aspectos relacionados a produção, comercialização e utilização de sementes forrageiras de qualidade, reuniu um público alvo formado por profissionais que atuam na área de sementes, entidades públicas, fiscais agropecuários, professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, produtores, empresários, assistência técnica de empresas, responsáveis técnicos, analistas de sementes.
Palestrantes e convidados de diversas entidades discorreram sobre o tema em explanações e mesas redondas. Entre os palestrantes esteve o engenheiro agrônomo Alexandre Ramos que ministrou sobre a produção e comercialização de sementes forrageiras em Santa Catarina, seus desafios e perspectivas.
“O meu intuito foi em trazer realmente para a parte mais prática do que acontece com os produtores de sementes e com as empresas envolvidas na comercialização envolvendo assim todos os elos da cadeia, para que no geral todos compreendam a importância das forrageiras e o impacto que elas causam e que elas provocam nos sistemas de cultivo. As forrageiras podem ser consideradas alimentos para os animais, tratando-se de pastagem, ou ainda as sementes forrageiras, elas são utilizadas para cobertura e proteção, nesse aspecto hoje, as mais utilizadas no campo temos as aveias, a aveia branca, a aveia preta, o azevém bastante conhecido, utilizado na pecuária, temos outras luminosas como o trevo mourisco, várias espécies que envolvem esse setor e que ele está muito presente dentro das propriedades” explicou Alexandre.
O representante da Embrapa Trigo, Giovani Stefani Faé, palestrou sobre o uso de sementes forrageiras (trigo) e o seus benefícios para a cadeia produtiva animal (carne e leite).
“Pensando em trazer alternativas ou oportunidades para qualificarmos a produção de forragem nas diferentes formas, seja ela pasto, seja ela alimento conservado ou grão, agregando valor e também produzindo um produto de melhor qualidade para atender a indústria. O trabalho todo está calcado em genética e manejo, então, juntamente com todos os parceiros aqui, a Embrapa tem tentado cada vez mais avançar, pensando em alternativas para produzir o ano todo, 365 dias do ano, tendo como base a melhoria do solo. Então o sistema produtivo, além de trazer renda, ele traz também uma melhor eficiência por ter uma visão de qualidade de solo. O potencial que a gente tem aqui em Santa Catarina e na região sul como um todo de produzir todos os dias do ano é muito grande e enxergamos isso como uma grande oportunidade para avançar. A indústria está precisando de matéria-prima de qualidade para ter mais segurança e o produtor também tem mais alternativas para ter mais segurança, menos risco e mais renda” comentou Giovani.
O engenheiro agrônomo, André Luiz Rech, comentou sobre o uso de mix de sementes e os benefícios para a cultura da soja.
“Fundamentalmente, nós vamos ajudar os agricultores, a entender a maior tecnologia que o produtor tem em mãos para produzir custos, colher com menos chuvas, produzir químicos, fazer uma agricultura mais sustentável, mais regenerativa. Ou seja, na agronomia a gente estuda muito isso. Uma agricultura com maior eficiência técnica e econômica. E essa ferramenta se chama sistema plantio direto com múltiplas raízes. É uma produção em conexão com a natureza, onde o produtor deve aportar 12 ou 14 toneladas de palha, massa seca diversificada por hectare, não remover o solo, usar menos químicos só quando necessário. Cobrir o solo, proteger, diversificar para nutrir o bioma, a vida do solo, pois a terra é um organismo vivo. Procurando algo mais sustentável. Assim, o solo fica mais resiliente, armazena mais água, fixando o nitrogênio das árvores. Então é o sistema plantio direto com maior tecnologia” destacou.
A professora Dra. Cileide Coelho, coordenadora do Laso da Udesc – Lages, comentou sobre a realização do evento.
“Estou nesse momento no evento do 3º Seminário de Sementes como coordenadora geral do evento, o objetivo é integrar a academia produtiva no setor relacionado à produção de sementes forrageiras. Tanto a parte relacionada à qualidade de sementes, a parte de legislação e também aspectos que façam com que haja uma coerência, uma integração entre quem adquire semente para produzir a sua pastagem, da academia produtiva, e do produtor que produz a base da alimentação animal, enfim, como um requisito de qualidade. Essa é a primeira vez que realizamos o evento em Campos Novos, nós promovemos para facilitar o acesso dos produtores ao evento e promover uma discussão mais aprofundada. Já que aqui é conhecida como o celeiro. Então, por esse motivo, nos motivou a trazer o evento até aqui para respeitar ainda mais os parceiros” finalizou.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1833 de 13 de junho de 2024.







