Desastres em 2025 já afetam milhões e expõem urgência de apoio aos municípios, alerta CNM

Santa Catarina está ente os estados mais impactados.

Os desastres que atingiram o Brasil entre 1º de janeiro e 10 de abril de 2025 já afetaram mais de 5,9 milhões de pessoas e causaram prejuízos econômicos superiores a R$ 28,5 bilhões, segundo dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), analisados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Nesse período, 925 Municípios decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Diante desse cenário, a CNM alerta que os desastres continuarão causando prejuízos enquanto os Municípios não receberem o apoio que a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) determina à União e aos Estados. “O Brasil só será resiliente se os Municípios forem estruturados e preparados para agir diante de riscos de desastres, com ações integradas de proteção e defesa civil. Isso exige o cumprimento das obrigações legais e a criação de programas específicos para fortalecer as defesas civis locais e capacitar os gestores municipais”, destaca o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski.

Os Estados mais impactados foram Piauí, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pará, com a ocorrência de ondas de calor, seca/estiagem, descargas elétricas, inundações, alagamentos e deslizamentos em morros e encostas. Esses eventos causaram danos significativos à infraestrutura urbana, propriedades rurais, meio ambiente e à saúde e segurança da população.

A CNM destaca que, até o momento, os desastres em 2025 já deixaram mais de 12,3 mil pessoas desabrigadas e 71,8 mil desalojadas — famílias forçadas a deixar suas casas. A Confederação também chama atenção para o agravamento do cenário, com 115 mortes registradas, o que representa um aumento de 59,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 72 óbitos.

O impacto econômico foi especialmente severo na agropecuária, que concentrou R$ 23,3 bilhões em perdas, o equivalente a 81,8% dos prejuízos estimados. Ao todo, 1.445 decretos de anormalidade já foram contabilizados.

Autoridade Climática Nacional

Para enfrentar esse desafio, a CNM elaborou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2024, que propõe a criação do Conselho Nacional de Mudança Climática, da Autoridade Climática Nacional e do Fundo Nacional de Mudança Climática, com previsão de R$ 30 bilhões destinados a ações de enfrentamento da crise climática.

Conclima

Além disso, lidera a criação do Consórcio Nacional de Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima), cuja assembleia de formalização está prevista para maio de 2025. O consórcio atuará com orientação técnica, captação de recursos e gestão compartilhada, fortalecendo a resiliência e o desenvolvimento sustentável nos Municípios brasileiros.

Fonte: Agência CNM de Notícias

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