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Coocam aprova contas de 2025 e reforça cautela diante do cenário do agro

Assembleia realizada nesta na última semana elegeu novo Conselho Fiscal e define estratégias com foco em gestão e precaução.

A Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) realizou, na quinta-feira (26), a 33ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo associados para definir sobre as principais decisões administrativas, financeiras e estratégicas da cooperativa. O encontro reforçou o compromisso com a transparência, a governança e o planejamento diante de um cenário desafiador para o agronegócio.

A apresentação dos resultados do exercício de 2025 foi conduzida pelo gerente de contabilidade, Diego Lago, que detalhou os números da cooperativa e ofereceu suporte técnico às discussões dos associados. A assembleia também contou com a presença da gerente administrativa, Kalinka Françoise, acompanhando e contribuindo com os trabalhos. Na sequência, com parecer favorável do Conselho Fiscal, a prestação de contas foi aprovada por unanimidade.

Durante a assembleia, também foi realizada a eleição do novo Conselho Fiscal para o mandato 2026/2027. Foram eleitos como membros efetivos André Luiz Di Domenico Silva, José Henrique Lemos e Ademar Rupp. Como suplentes, passam a compor o conselho Daniel Chiodi, Nelson Alves de Carvalho e Diego Debastiani, reforçando a estrutura de governança da cooperativa.

O Conselho de Administração mantém sua composição atual, conforme previsto no estatuto, que estabelece renovação a cada dois anos. Integram o Conselho Administrativo, na gestão 2025/2027, André Luiz Debastiani e Carlos José da Silva. A mesa diretora é formada pelo presidente João Carlos Di Domenico, pelo vice-presidente Riscala Miguel Fadel Junior e pelo secretário Carlos Emílio Almeida.

CENÁRIO

Durante a reunião, o presidente João Carlos Di Domenico destacou que o momento exige atenção redobrada. Segundo ele, apesar de alguns sinais de melhora, ainda há incertezas sobre o comportamento dos juros e do mercado.  “É um cenário desafiador, com muita instabilidade, e isso exige cautela. Precisamos evitar gastos desnecessários e focar no essencial”, reforçou João Carlos.

Essa postura preventiva é motivada, segundo a diretoria, pela pressão de fatores externos que impactam o mercado, como as oscilações na produção internacional de grãos, a crescente demanda de soja e milho para biocombustíveis e as incertezas climáticas. Mesmo diante dessas variáveis, o presidente destacou que o setor tem plena capacidade de superação através da união e da responsabilidade.

O vice-presidente Riscala Miguel Fadel Junior reforçou a necessidade de prudência, comparando o momento a uma estrada com trechos difíceis.

“Tem fases de pressão, mas elas passam. O importante é seguir com cuidado, com o carro preparado”, afirmou. Ele destacou a importância da gestão eficiente, com controle de custos e adiamento de investimentos não essenciais, além de apontar boas perspectivas para o milho no médio prazo.

Já o secretário Carlos Emílio Almeida trouxe uma análise cautelosa do cenário econômico, especialmente em relação ao custo do crédito. Segundo ele, a recuperação do setor pode levar alguns anos. “Hoje, o produtor enfrenta um custo financeiro alto e pouca previsibilidade. Isso dificulta investimentos e aumenta o risco”, avaliou.

Ao final, a assembleia reforçou o compromisso da Coocam com a gestão responsável, a participação ativa dos associados e o fortalecimento do cooperativismo como pilar do desenvolvimento coletivo.

Em um cenário cada vez mais desafiador, a união, a confiança e o trabalho conjunto se reafirmam como diferenciais essenciais para garantir competitividade, sustentabilidade e crescimento no campo, mantendo o produtor no centro das decisões e das conquistas.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1922 de 02 de abril de 2026.

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