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CBMSC dobra número de crianças atendidas pelo Programa Bombeiro Mirim

Com mais de 20 mil crianças formadas pelo Bombeiro Mirim em 2025, mais que o dobro do ano anterior, e quase 11 mil atendidas pelo Programa Golfinho, o CBMSC constrói uma rede de prevenção que começa desde a infância e alcança cada família catarinense – Foto: Divulgação / CBMSC

Toda semana, em alguma escola de Santa Catarina, um bombeiro entra em uma sala de aula carregando um manequim de primeiros socorros e faz uma pergunta simples às crianças: “Alguém sabe o que fazer se um coleguinha engasgar?”. A cena já se tornou rotineira no estado e, para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, é uma das formas mais eficazes de salvar vidas antes mesmo que a emergência aconteça.

Por meio de programas estruturados, o CBMSC leva bombeiros militares para dentro das salas de aula, treina professores para lidar com emergências e semeia nas crianças uma cultura de segurança que se expande para dentro dos lares catarinenses. Os números de 2025 mostram que essa estratégia está crescendo em ritmo acelerado.

Bombeiro Mirim: 33 anos de programa e um salto histórico em 2025

Criado em 1992, o Programa Bombeiro Mirim é o carro-chefe da atuação educativa do CBMSC. Voltado para alunos do 4º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas, o programa oferece 12 horas de aulas ao longo do semestre, nas quais crianças de 9 e 10 anos aprendem noções de primeiros socorros, como agir diante de incêndios, como identificar riscos no ambiente doméstico e encerram o ciclo com uma visita ao quartel.

Em seus 33 anos de existência, o programa já formou mais de 43 mil crianças. Mas foi em 2025 que o Bombeiro Mirim registrou seu maior salto: 20 mil formandos em todo o estado mais que o dobro das 8 mil crianças atendidas em 2024.

“Queremos que todas as crianças ao cursarem o quarto ano do ensino fundamental em nosso estado façam parte do Bombeiro Mirim, garantindo conhecimento que salva vidas”, afirmou o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza.

A lógica por trás do programa é que a criança funciona como multiplicador natural dentro do ambiente familiar: o que aprende na escola leva para casa e transforma o entorno em um espaço mais seguro.

A Lei Lucas e os 14.796 professores capacitados

Em outubro de 2024, o CBMSC lançou uma iniciativa que completou o ciclo preventivo nas escolas: o Curso de Noções de Primeiros Socorros para Profissionais da Educação, desenvolvido em conformidade com a Lei Lucas (Lei Federal nº 13.722/2018). A lei foi sancionada após a morte de um menino de 10 anos durante uma excursão escolar — vítima de engasgo em uma situação em que a presença de um adulto capacitado poderia ter mudado o desfecho.

Em dois anos de disponibilização — 2024 e 2025 —, o curso, gratuito e oferecido a distância pela plataforma EAD do CBMSC, formou 14.796 profissionais da educação. Com 20 horas de conteúdo em seis módulos, o programa aborda desobstrução de vias aéreas, parada cardiorrespiratória, convulsões, quedas, queimaduras e outras emergências comuns no ambiente escolar.

Para 2026, a expectativa da corporação é ampliar ainda mais o número de profissionais formados — consolidando o curso como referência nacional em capacitação de educadores para emergências.

Programa Golfinho: prevenção além do Litoral

Outro pilar da frente educativa do CBMSC é o Programa Golfinho, focado na prevenção de acidentes aquáticos. Em um estado com mais de 560 quilômetros de litoral e centenas de rios, lagoas e represas, os afogamentos são uma realidade. O programa já existe desde 1998, mas ampliou ainda mais a sua atuação na temporada de 2021/2022, quando começou a ser ministrado também no interior do estado e ao longo de todo o ano, não se restringindo apenas à temporada de verão.

Somente em 2026, já foram formados 4.772 golfinhos; em 2025, o programa atendeu 10.268 crianças. Com formato lúdico, alternando aprendizado e atividades recreativas para criar uma consciência preventiva sobre os perigos da água, a lógica é a mesma que orienta todo o eixo educativo do CBMSC: a criança que aprende a identificar um risco e a pedir socorro de forma correta não apenas se protege — ela protege também quem está ao redor.Para o CBMSC, a atuação nas escolas não é algo paralelo, é parte de uma estratégia institucional de longo prazo. Cada criança formada hoje é um cidadão que, amanhã, vai reagir melhor diante de uma emergência. Cada professor capacitado é um multiplicador que, ao longo de sua carreira, vai repassar esse conhecimento para centenas de alunos.

“Já tivemos a demonstração concreta da importância do funcionamento dos nossos programas, com duas crianças que, após os conhecimentos aprendidos a partir do Bombeiro Mirim, salvaram a vida de familiares vítimas de engasgo e, por sua atuação, foram agraciadas com a medalha de Mérito Comunitário da corporação. Mas temos certeza de que, como elas, várias outras estão espalhadas pelo estado”, completa o coronel Fabiano de Souza.

*INFO: GOV-SC
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