A Câmara Municipal de Campos Novos, por meio da Procuradoria Especial da Mulher, promoveu no dia 26 de agosto, Roda de Conversa em alusão ao Agosto Lilás. Realizado no Plenário Domingos Rigo, o encontro reuniu representantes de diferentes instituições que integram a rede de proteção e atendimento às mulheres.
Com o tema “Quando o Silêncio Mata: Unidos pelo Fim da Violência contra a Mulher”, a iniciativa promoveu um diálogo aberto sobre os sinais da violência, os caminhos para buscar ajuda, a importância do acolhimento e o papel de cada instituição na prevenção e no enfrentamento à violência contra a mulher.
Um dos principais temas abordados durante a conversa foram os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em 2026. As participantes destacaram os avanços proporcionados pela legislação ao longo das últimas duas décadas, especialmente no reconhecimento das diferentes formas de violência e na ampliação dos mecanismos de proteção às mulheres.
Ao mesmo tempo, a roda de conversa evidenciou que ainda existem importantes desafios. Entre eles, a necessidade de ampliar as ações de prevenção e informação, levando o debate sobre respeito, igualdade e relacionamentos saudáveis para as escolas, famílias e diferentes espaços da sociedade.
Outro ponto destacado foi a importância de reconhecer os sinais que podem anteceder situações mais graves. Controle excessivo, isolamento, humilhação, ameaças e violência psicológica foram citados como comportamentos que não devem ser naturalizados.
A discussão também abordou a necessidade de fortalecer as políticas públicas de acolhimento e apoio às mulheres em situação de violência, garantindo condições para que possam buscar proteção e reconstruir sua autonomia. Também foi defendida a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de responsabilização pelos crimes praticados contra as mulheres.
Participaram da Roda de Conversa Juliana Goulart Ferreira, Titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Campos Novos; Fernanda Gehlen da Silva, Delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso -DPCAMI; Bárbara Redante, Psicóloga da DPCAMI; Katia Kunen – 1º Sargento PM da Terceira Companhia da Polícia Militar; Doraci Rucks, Advogada e Assessora Jurídica da Câmara; Carla Cristina Barbosa Antunes Lemos, Secretária Municipal de Saúde; e Letícia Kato, Coordenadora do CREAS.
Ao final do encontro, ficou uma mensagem: a violência não começa no feminicídio. Antes dele, muitas vezes, existem sinais que precisam ser reconhecidos e enfrentados. Informação, prevenção, acolhimento e uma rede de proteção fortalecida são fundamentais para que mais mulheres possam viver com segurança e dignidade.






