Planejar é necessário. Mas, na saúde pública, o verdadeiro teste começa quando o planejamento precisa sair do papel.
A apresentação do Plano Municipal de Saúde, em Campos Novos, trouxe números, indicadores, estrutura disponível e metas para os próximos quatro anos, mas também revelou demandas que exigem atenção, como o aumento da procura por atendimento em saúde mental, a necessidade de ampliação do CAPS e a criação de protocolos para organizar os fluxos da rede.
São questões que exigem mais do que previsão. Exigem execução.
O plano estabelece prioridades, mas sua importância estará na capacidade de transformar essas metas em respostas concretas para a população. O mesmo vale para os protocolos: organizar fluxos e estabelecer critérios mais claros só terá sentido se resultar em um acesso mais eficiente aos serviços.
Campos Novos também possui uma rede de importância regional. O Hospital Dr. José Athanázio, referência para a região. Uma estrutura dessa dimensão exige planejamento, mas também acompanhamento constante.
Por isso, a apresentação do PMS deve ser vista como o início de um processo. As metas serão acompanhadas anualmente por meio da Programação Anual de Saúde e do Relatório Anual de Gestão, permitindo verificar o que avançou e o que ainda precisa ser feito.
No fim, a população não será atendida por planos ou indicadores, mas por serviços funcionando.
Entre o planejamento e a execução está a diferença entre aquilo que se estabelece no papel e aquilo que efetivamente chega ao cidadão. É esse caminho que precisa ser acompanhado.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Editorial Publicado no Jornal O Celeiro, Edição 1945 de 10 de setembro de 2026.







