Coocam e Syngenta avaliam alternativas de crédito e barter

Encontro tratou de possibilidades para o próximo ano e da evolução das operações voltadas ao produtor rural.

A Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) recebeu, na quinta-feira, 08, representantes da Syngenta para uma reunião voltada à discussão de alternativas de Crédito e Contrato de Barter, com o objetivo de avaliar possibilidades para o próximo ano e aprimorar as soluções oferecidas aos produtores.

Participaram do encontro o vice-presidente da Coocam, Riscala Miguel Fadel Junior, e pela Syngenta, Erivelton Zanon, RTV da empresa na região, além de Julio Alves e Marcio Simões do time de crédito e barter.

A reunião foi marcada pela troca de informações sobre o cenário das operações e pela avaliação de alternativas que possam acompanhar as necessidades dos produtores nas próximas safras. A proposta é avançar na construção de soluções que contribuam para o planejamento da atividade e para a relação entre crédito, aquisição de insumos e comercialização da produção.

Entre os temas discutidos esteve o Contrato de Barter, operação utilizada no agronegócio que permite vincular a aquisição de insumos à entrega futura de produtos agrícolas.

Na prática, o modelo estabelece uma relação entre o fornecimento dos insumos e a produção futura, permitindo ao produtor organizar parte dos custos da safra de acordo com o ciclo de produção. “A ideia é discutir caminhos, aperfeiçoar processos e construir alternativas que estejam cada vez mais próximas da realidade do produtor rural”, comenta Zanon.

A aproximação entre Coocam e Syngenta integra uma relação que já possui histórico de iniciativas conjuntas na região. A cooperativa e a empresa mantêm parcerias em diferentes frentes do agronegócio, incluindo ações técnicas voltadas aos produtores.

O encontro com os representantes da Syngenta reforça, portanto, a busca por novas possibilidades, considerando as demandas do produtor e os desafios para o planejamento da próxima safra.

COMO FUNCIONA

  • Negociação e Análise: O produtor vai até a revenda de insumos ou trading, passa por uma análise de crédito e define a quantidade de produto (sacas ou toneladas) necessária para quitar os materiais recebidos.
  • Instrumento Jurídico: A operação é formalizada por meio da Cédula de Produto Rural (CPR) com liquidação física, podendo envolver uma triangulação entre produtor, fornecedor de insumos e uma trading exportadora.
  • Pós-colheita: Na época da colheita, o produtor entrega a quantidade de grãos combinada, independentemente de oscilações de preço de mercado (o que gera um hedge natural).

VANTAGENS

  • Fuga de juros bancários altos: É uma alternativa importante quando o crédito financeiro tradicional está escasso ou com juros elevados.
  • Previsibilidade de custos: O custo de produção é “travado” em quantidade de commodity (ex: sacas por hectare), e não em moeda fiduciária.
  • Menor burocracia: O processo de análise é voltado à capacidade produtiva e à relação de troca, simplificando o acesso aos bancos.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1950 de 15 de Outubro de 2026.

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