Em meio à discussão sobre o fim da escala 6×1, muito se fala sobre os impactos econômicos e os custos para as empresas. São questões importantes, mas existe outro lado dessa mudança: o trabalhador.
Para quem passa seis dias da semana trabalhando, a folga nem sempre significa descanso de verdade. Muitas vezes, o único dia livre é ocupado pelas tarefas domésticas, pelas compras e pelos compromissos atrasados.
Ter mais tempo livre pode mudar essa realidade. Mas há uma reflexão importante: estamos preparados para aproveitar melhor o nosso tempo?
É claro que a maneira de aproveitar esse tempo dependerá da realidade de cada pessoa. Há trabalhadores que precisarão usar parte dele para cuidar da casa, dos filhos ou de outras responsabilidades.
O trabalho é fundamental para garantir o sustento, movimentar a economia e construir o futuro. Mas ele não pode ocupar todos os espaços a ponto de deixar a vida pessoal sempre para depois, tendo como consequência a exaustão e crises de ansiedade.
O fim da escala 6×1 é uma oportunidade de repensar prioridades e compreender que viver não deve ser algo reservado para as férias ou para a aposentadoria. Afinal, o tempo é um dos poucos recursos que não podemos recuperar.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista / Jornal O Celeiro
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1952 de 29 de Outubro de 2026.







