Mostra em Campos Novos traduz tortura e execução na idade média

IMG_7867A Mostra Internacional de Instrumentos Medievais de Tortura está exposta no Museu de Campos Novos desde esta terça-feira, 1º de setembro e permanece até 28 de setembro, e apresenta 40 peças utilizadas para tortura e execução.

A Mostra, trazida pela Associação de Historiadores de Verona, Itália, é resultado de 10 anos de pesquisa e arrecadamento. A curadora Carla de Andrade, responsável pela exposição, destaca que a mostra tornou-se itinerante em 1985 na Europa e está no Brasil deste 1996. A exposição em Campos Novos é a última no Sul do Brasil.

O objetivo, além de agregar conhecimento histórico e sociológico, é fazer uma reflexão sobre os métodos de Tortura que chegou a ser legalizada em 1.184 no Concílio de Verona, alertando com objetos do período medieval para que tais práticas não voltem novamente a ocorrer. “Mas porque mostrar isso? Se nós jogarmos a história para debaixo do tapete, pode voltar, pode retornar a escravidão e a ditadura, por exemplo, porque não se conta a história. A histórica tem que ser contada para que a gente não repita os erros do passado”, declarou Carla de Andrade.

A cadeira de inquisição é o instrumento de tortura mais antigo da mostra internacional, datada de 1.184. O mais recente é o Garrote, de 1975. As reações das pessoas ao visitar a exposição são variadas, contou a curadora. “Tem várias reações, algumas se chocam com a crueldade humana, formar um aparelho para torturar e matar, choca. Mas também tem aqueles que acham que a prática deve voltar, o que eu sempre digo que não é o correto, porque violência gera violência. Na Idade Média, a tortura não sanou os problemas da época, e nem sanaria hoje”, defendeu Carla.

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