Faltam vacinas em todo o estado. Em CN não é diferente

fotohepatite-300x200Vacinas contra a hepatite A, hepatite B e a Tetraviral, que oferece proteção contra Sarampo, Rubéola, Caxumba e Varicela (catapora), não são disponibilizadas à população.

Assim como já ocorreu em outros anos, o caso se repete no início de 2016. Por problemas não esclarecidos, a população catarinense vive com o desconforto de não contar com vacinas fundamentais para uma boa qualidade de vida.

Na semana passada (05 de janeiro), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) informou que o desabastecimento ocorre devido à indisponibilidade de estoque do Ministério da Saúde. De acordo com o comunicado, os estoques atuais do Estado não dispõem das vacinas contra a hepatite A, contra a hepatite B e a Tetraviral, que oferece proteção contra Sarampo, Rubéola, Caxumba e Varicela, a conhecida catapora.

De acordo com a Técnica em Enfermagem, e responsável pela Vacinação em Campos Novos, Lais Picinin, a falta de vacinas prejudica o trabalho nos postos de saúde e prejudica a vida das pessoas.

“A Hepatite A e Hepatite B são vacinas que devem ser aplicadas em recém-nascidos e hoje não dispomos dos produtos nos postos de saúde. Além destas, a tetraviral, que é contra a varicela, conhecida como catapora, que é muito comum na região, também não está disponível e é neste período, que há grande procura, pois no início do ano escolar, muitos casos surgem e é preciso estar vacinado para não sofrer com a doença infecciosa”, informou Lais Picinin.

Quanto a falta de vacinas de Hepatite A, a Dive informou que não houve repasse para os postos devido à indisponibilidade de estoque. “As cargas de vacina recebidas no final de novembro aguardavam o processo de desembaraço alfandegário e análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) para posterior envio aos estados”, descrevem no comunicado. Já a vacina contra Hepatite B não foi enviada aos estados pela indisponibilidade de estoque e ao atraso na entrega pelo laboratório, desde o mês e agosto, totalizando 17 milhões de doses.

Já a vacina dupla adulto dT, que previne contra difteria e tétano, seria encaminhada nesta semana pela Dive/SC para as Gerências Regionais para abastecimento dos municípios. Porém, a Diretoria já informou que a quantidade enviada não deverá ser suficiente para a demanda do mês de janeiro. “Nossa cota é de 60 mil doses/mês e, em dezembro, recebemos apenas a metade”, explica Luciana Amorim, chefe de Divisão de Imunização da Dive/SC.

Para os municípios que ainda dispõem de doses da vacina contra a hepatite B, a orientação é que seja priorizada a imunização de recém-nascidos, de pessoas que tenham sofrido acidentes com materiais perfurocortantes ou que tenham sofrido violência sexual.  “O ideal é sempre a aplicação da vacina como medida de prevenção, mas, nesse momento, teremos que estabelecer prioridades”, complementou Luciana.

* Em contato com clínicas particulares, a reportagem do Jornal O Celeiro apurou que as vacinas faltantes no sistema público, estão sendo comercializadas pelas empresas e assim, atendendo a população que pode adquirir os produtos.

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