O clima está colaborando para que doenças e pragas se desenvolvam bem na cultura da soja, porém, nesta safra de grãos 2015/2016, os produtores estão ainda mais atentos a possíveis inimigos da produtividade e realizando o manejo preventivo com fungicidas e inseticidas.
Com aproximadamente 70% das áreas de soja em estado reprodutivo e o restante em fase vegetativa, os olhos dos agricultores e de técnicos estão voltados ao surgimento e controle de doenças como do fungo causador da Podridão de esclerotinia, conhecida também como Mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum).
Segundo o Engenheiro Agrônomo Helan Paulo Paganini, da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, as condições do clima estão possibilitando o desenvolvimento do fungo nas áreas, porém, o produtor tem feito tratamentos preventivos e curativos de acordo com o surgimento da doença.
“Já tivemos casos registrados de esclerotinia nas lavouras e este fungo que é velho conhecido dos agricultores pode prejudicar a safra, porém, alguns cuidados como boa palhada e o uso de fungicidas preventivamente, tem diminuído o dano da doença. Estamos indicando produtos específicos para combater a doença, pois muitas áreas já estão em floração e agora é o momento de reprodução das plantas e nada pode atrapalhar o desenvolvimento da cultura”, comentou.
Assim como na cultura do trigo, onde percevejos já estavam sendo encontrados em lavouras, na cultura da soja, a praga deve causar danos significativos, se não controlada. De acordo com Helan Paganini, o percevejo deve ser controlado com o uso de inseticidas, principalmente porque a maioria das áreas de soja são destinadas a produção de sementes.
“Nós, na Coocam estamos tendo uma atenção especial à praga, pois os campos de semente também podem ser atacados pelo percevejo e por isso, é preciso realizar manejo preventivo e monitorar as áreas para combater esta praga. Este manejo está sendo realizado com troca de princípios ativos para não criar resistência da praga aos produtos e assim, ter uma boa safra e uma boa qualidade de sementes”, ressaltou.
Casos de ferrugem ainda não foram identificados
A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizie, é uma das doenças de maior importância da cultura da soja, pelo grande potencial de perdas na produtividade. Nesta safra, o sistema nacional de monitoramento “Consórcio Anti-ferrugem” identificou até o dia 12 de janeiro, 241 casos em todo o país. No mês de dezembro houve o maior número de casos – 120. Em Santa Catarina, cinco casos foram identificados até a metade de janeiro. No estado, foram três casos em novembro, um em dezembro e um em agosto. Ouro verde foi a última cidade a contar com um caso de ferrugem no estado.
Na região de Campos Novos, nenhum caso de ferrugem foi identificado. De acordo com o Engenheiro Agrônomo Helan Paulo Paganini, tratamentos preventivos contra a doença são realizados.
Expectativa é de manter média de produção
Mesmo com o clima prejudicando o plantio da soja, e chuvas frequentes que atrapalham o manejo contra pragas e doenças, as expectativas de produção da oleaginosa são boas. De acordo com Helan Paganini, o objetivo neste ano é de manter a produtividade obtida na safra anterior, que teve média, segundo o IBGE, de 65 sacos/hectare.
“A janela de plantio foi curta, com muitos períodos chuvosos e muitos produtores plantaram com muita umidade, o que diminuiu o estande de plantas nas lavouras, porém, as áreas que agora estão em floração e algumas em enchimento de grãos, apresentam um bom desenvolvimento e assim, esperamos obter uma produção média como na safra passada”, finalizou.






