A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) está propondo trabalho unificado de custos de produção na suinocultura entre os três estados do Sul.
De acordo com o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, as entidades e federações da região Sul precisam se fortalecer, pois as agroindústrias são praticamente as mesmas nos três estados e que 85% do processo produtivo funciona de forma integrada nas unidades federativas.
Representantes catarinenses montaram uma planilha de custos de produção desenvolvida pela Embrapa Suínos e Aves. “Essa ferramenta será importante para a gente unificar os custos de produção não em valores, mas em metodologia. Alguns percentuais de gastos mudam de acordo com a logística”, relata Losivanio.
A ACCS trabalha para que cada entidade possa dispor de um técnico que faça o levantamento de custos de produção em todas as regiões dos estados. Com a medida, será possível articular com as agroindústrias uma renda mínima aos produtores. Losivanio garante que o trabalho deve ser forte em 2016 para colocar em prática as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs).
“A mão de obra precisa ser valorizada e esses custos farão a diferença para que se tenha uma renda mínima ao produtor e garantia de rentabilidade, independente das intempéries de mercado”. O presidente da ACCS avalia que o preço da carne suína sempre é imposto pelo mercado e que essa realidade precisa mudar, uma vez que é necessário garantir uma margem de lucro aos suinocultores.
“Essa será uma reunião muito importante para que possamos oferecer um diferencial ao nosso produtor”. De acordo com o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, é imprescindível discutir a atual conjuntura da suinocultura do Sul, que é a referência do País. “Estamos preocupados com o aumento exorbitante do custo de produção. Sentimos que, se nada for feito, a atividade suinícola será inviabilizada” disse Pedrozo.
Fonte: Boletim da Suinocultura.






